STF Decide Contra Revisão da Vida Toda para Aposentadorias do INSS

2 Tempo de Leitura
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Na última terça-feira (5), o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão significativa ao votar 4 a 1 contra um recurso que visava assegurar o direito à revisão da vida toda para aposentadorias concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Contexto da Decisão

O caso em questão envolve um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que buscava garantir que a revisão se aplicasse a todos que entraram com ações judiciais até 21 de março de 2024, data em que o STF havia anteriormente negado o direito à revisão.

Votação dos Ministros

Durante a votação, os ministros Nunes Marques, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes manifestaram-se contra a revisão, sustentando a decisão anterior do tribunal que impediu a escolha de uma regra mais benéfica para o recálculo de aposentadorias. O único voto a favor dos aposentados veio do ministro Dias Toffoli, que propôs uma modulação dos efeitos da decisão, permitindo a revisão para aqueles que ajuizaram ações entre 16 de dezembro de 2019 e 5 de abril de 2024.

Impacto das Decisões do STF

Em março de 2024, o STF determinou que os aposentados não teriam a liberdade de optar pela regra mais favorável para o recálculo de seus benefícios. Essa decisão reverteu uma deliberação anterior que permitia a revisão da vida toda, resultando de um julgamento de inconstitucionalidade em relação à Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991).

Consequências para os Aposentados

Com a nova determinação, os beneficiários perderam a possibilidade de escolher o critério de cálculo que proporcionasse um valor mensal mais vantajoso. Assim, a avaliação sobre a possibilidade de aumento do benefício por meio da revisão da vida toda não será mais uma opção viável para os aposentados.

O julgamento virtual, iniciado em 1° de outubro, continuará aberto até 11 de outubro, e ainda aguarda os votos de cinco ministros.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe está notícia