O município de Colina, no interior de São Paulo, tornou-se palco de um grave incidente que envolveu o vice-prefeito de Colina, Rafael Corrêa Rodrigues, e o advogado e professor de jiu-jitsu Marcos Aurélio Abe. O caso, ocorrido na noite do último domingo (8), deixou a vítima gravemente ferida, internada em estado delicado na Santa Casa de Barretos. Rodrigues, conhecido publicamente como Rafael Maringá, apresentou-se às autoridades policiais e, em depoimento, alegou ter agido em legítima defesa. A Polícia Civil já iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e determinar as responsabilidades, gerando grande repercussão na cidade.
O incidente em Colina: uma noite de tensão
A cronologia dos fatos
Na noite de domingo, no bairro Jardim Universal, o professor de jiu-jitsu Marcos Aurélio Abe, de 45 anos, dirigiu-se em um carro branco até a residência de Rafael Corrêa Rodrigues. Conforme informações contidas no boletim de ocorrência, Abe portava uma arma falsa ao se aproximar da entrada da casa, onde o vice-prefeito confraternizava com familiares. Segundo relatos da polícia, uma discussão teria precedido o disparo. Rodrigues efetuou um tiro, atingindo o professor de jiu-jitsu no tórax, com perfuração pulmonar.
Com a ajuda de populares que estavam próximos ao local, Marcos Aurélio foi prontamente socorrido e encaminhado ao pronto-socorro de Colina. Devido à gravidade do ferimento, ele foi posteriormente transferido para a Santa Casa de Barretos, onde permanece internado em estado grave. A Polícia Militar foi acionada imediatamente após o ocorrido, isolando e preservando a cena do crime para a realização da perícia. Vestígios de sangue foram encontrados no banco do motorista do veículo de Marcos, reforçando a materialidade do incidente.
Os protagonistas do caso
Marcos Aurélio Abe: a vítima e seus elos
A vítima do disparo é Marcos Aurélio Abe, um advogado e professor de jiu-jitsu de 45 anos, conhecido na comunidade de Colina. Segundo informações apuradas, testemunhas indicaram que Marcos Aurélio foi casado com uma cunhada de Rafael Corrêa Rodrigues. Pessoas próximas ao professor de jiu-jitsu, no entanto, sustentam que ele e a mulher ainda mantinham um relacionamento afetivo. No dia do incidente, inclusive, os dois teriam sido vistos juntos em uma missa, indicando uma complexa dinâmica pessoal que pode ter sido o pano de fundo para a tragédia.
Rafael Corrêa Rodrigues: o vice-prefeito e seu histórico
O suspeito de efetuar o disparo é Rafael Corrêa Rodrigues, amplamente conhecido como Rafael Maringá. Ele foi eleito vice-prefeito de Colina em 2024, na chapa que elegeu Valdemir Antonio Moralles como prefeito. Além de suas funções como vice-prefeito, Rodrigues também exerce o cargo de Secretário de Cultura da cidade. Sua trajetória política inclui passagens como vereador e presidente da Câmara Municipal. Vale ressaltar que Rafael Maringá já havia sido alvo de um boletim de ocorrência em julho de 2024, registrado como lesão corporal, no qual foi suspeito de agredir o vigilante de um velório, adicionando um precedente ao seu histórico.
As versões em confronto e o andamento das apurações
A alegação de legítima defesa do vice-prefeito
Após o incidente, Rafael Maringá apresentou-se na Delegacia Seccional de Barretos, acompanhado por seus advogados, onde prestou depoimento. Em sua declaração, o vice-prefeito alegou ter agido em legítima defesa. Segundo o advogado Edson Garcia, Rafael Maringá afirmou que houve uma discussão com Marcos Aurélio, que, do portão, insistia em entrar em sua residência. O vice-prefeito teria atirado ao ter a impressão de que o professor de jiu-jitsu estava armado. Além disso, Rodrigues entregou uma arma que, supostamente, teria sido utilizada para o disparo, colaborando com a investigação.
A perspectiva da família da vítima
Em contrapartida à versão do vice-prefeito, Najlah Paro Rajab, que se identificou como cunhada da namorada de Marcos Aurélio, apresentou uma versão divergente. Em entrevista, ela afirmou que uma testemunha relatou que o vice-prefeito atirou mesmo antes de qualquer discussão mais acalorada ter ocorrido. Rajab também reforçou que, apesar de Marcos Aurélio não morar mais com a mulher, eles ainda mantinham um relacionamento de namoro e que o professor de jiu-jitsu havia se dirigido à casa do vice-prefeito por não conseguir contato telefônico com a parceira.
A busca por provas e a posição oficial
A Polícia Civil de Colina está conduzindo as investigações e já obteve o depoimento do vice-prefeito Rafael Rodrigues, bem como de cinco testemunhas-chave, na terça-feira (10). As autoridades aguardam a obtenção de imagens de câmeras de segurança, que podem oferecer elementos cruciais para a reconstituição dos fatos, e os laudos da perícia técnica para a elaboração do inquérito policial e apontar conclusões definitivas sobre o caso. Paralelamente, a Prefeitura de Colina emitiu uma nota oficial informando que a situação se trata de uma questão de natureza pessoal, inserida no âmbito privado, e que não possui qualquer relação com a gestão administrativa ou as atividades do poder público municipal.
Desdobramentos e o futuro da investigação
O incidente em Colina segue sob intensa investigação, com a vítima Marcos Aurélio Abe ainda em estado grave. As autoridades policiais trabalham para reunir todas as provas e depoimentos que possam elucidar as circunstâncias exatas do ocorrido. As versões apresentadas pelo vice-prefeito, que alega legítima defesa, e pela família da vítima, que contesta a narrativa, serão minuciosamente analisadas em conjunto com os laudos periciais e as imagens de segurança. O desfecho do inquérito policial será fundamental para determinar a responsabilidade e as consequências legais para os envolvidos neste grave episódio que chocou a comunidade local.
Perguntas frequentes sobre o caso
Qual o estado de saúde de Marcos Aurélio Abe?
Marcos Aurélio Abe, o professor de jiu-jitsu, foi atingido no tórax com perfuração pulmonar e está internado em estado grave na Santa Casa de Barretos, em São Paulo.
O que o vice-prefeito Rafael Rodrigues alega sobre o ocorrido?
Rafael Rodrigues, conhecido como Rafael Maringá, alegou em depoimento à Polícia Civil que agiu em legítima defesa, afirmando que a vítima insistia em entrar em sua casa e que ele teve a impressão de que Marcos Aurélio estava armado.
Quais são os próximos passos da investigação policial?
A Polícia Civil já colheu depoimentos do vice-prefeito e de testemunhas. Os próximos passos incluem a análise de imagens de câmeras de segurança e a obtenção de laudos da perícia técnica para consolidar o inquérito.
A Prefeitura de Colina se manifestou sobre o incidente?
Sim, a Prefeitura de Colina emitiu uma nota informando que o incidente é uma questão de natureza pessoal e privada, sem relação com a administração pública ou as atividades do poder público municipal.
Para acompanhar as atualizações sobre este caso e outros acontecimentos de Colina e região, fique atento às notícias.
Fonte: https://g1.globo.com


