As defesas dos réus considerados peças-chave na investigação sobre a suposta trama golpista se manifestaram após a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a execução imediata das penas dos sete condenados. A decisão, anunciada nesta terça-feira (25), gerou reações diversas entre os advogados.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro expressou surpresa com a certificação do trânsito em julgado antes do prazo previsto para a apresentação dos embargos infringentes. O advogado Paulo Cunha Bueno argumenta que o regimento interno do STF permite a apresentação desse tipo de recurso, citando precedentes como os casos do ex-presidente Fernando Collor e Débora Rodrigues dos Santos.
O advogado José Luis Oliveira, defensor de Walter Braga Netto, divulgou nota manifestando indignação com a decisão que determinou a execução da pena. Ele reiterou que a condenação do general é “absolutamente injusta e contrária à prova dos autos” e prometeu tomar as medidas cabíveis, inclusive em cortes internacionais.
A defesa de Augusto Heleno também se manifestou, alegando a inocência do réu e expressando indignação com o andamento do julgamento. Os advogados do general afirmaram que vão lutar pela anulação do processo, que classificam como “viciado”, “diante de um cenário de ilegalidade e perseguição”.
Em relação ao ex-ministro da Justiça Anderson Torres, sua defesa informou ter recebido a decisão com “serenidade”. O advogado Eumar Novacki reiterou a posição de que Torres não teve participação na suposta trama golpista.
O advogado Andrew Fernandes Farias, que representa o general Paulo Sérgio Nogueira, afirmou ter sido surpreendido com a decisão monocrática que declarou o trânsito em julgado da ação penal. Ele rebateu a alegação de que os embargos de declaração tinham caráter protelatório e argumentou que teses levantadas pela defesa sequer foram devidamente apreciadas. Farias também alegou que parte da pena não está fundamentada, o que motivou a apresentação dos recursos.
A reportagem tentou contato com as defesas dos demais condenados, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


