Na tarde de hoje, dezenas de milhares de pessoas se reuniram em São Paulo para reivindicar a legalização da maconha no Brasil. O protesto ocorreu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde os participantes expressaram suas críticas à criminalização da planta.
Objetivos da Marcha
A 18ª Marcha da Maconha contou com a presença de apoiadores, ativistas e diversas organizações que discutem a regulamentação do uso da cannabis. Os manifestantes enfatizaram que a proibição não apenas sobrecarrega o sistema prisional, mas também gera estigmas em relação ao uso medicinal e terapêutico, que é utilizado por pacientes, incluindo crianças, sob prescrição médica.
Diversidade dos Participantes
O evento atraiu um público diversificado, incluindo idosos, famílias e jovens adultos, todos unidos pela mesma causa. Durante a marcha, cartazes e camisetas destacavam as restrições enfrentadas por quem utiliza a cannabis para fins medicinais, com mensagens impactantes como ‘Maconha não mata, mas o feminicídio, sim’.
Depoimentos e Impactos Pessoais
Stephanie Oliveira, uma professora de educação infantil, participou da marcha pela primeira vez e compartilhou sua experiência. Ela contou que sua mãe faz uso de cannabis medicinal para tratar problemas de sono e alívio de dores. Apesar da hesitação inicial em publicar sobre o evento nas redes sociais, Stephanie decidiu mostrar seu apoio, reconhecendo a importância do movimento para a defesa de direitos.
Dados sobre o Uso de Cannabis no Brasil
Segundo o anuário da Kaya Mind, atualmente, cerca de 50 mil pessoas no Brasil utilizam produtos derivados da cannabis sativa para tratamento. A pesquisa, apoiada pela Gravital Clínica Canábica e pela Cannect, aponta que a falta de aceitação social em relação à planta é um obstáculo para a regulamentação, permitindo que apenas indivíduos com maior poder aquisitivo tenham acesso a itens canábicos.
Perfil dos Usuários
Um levantamento realizado pela Bliss Data em 2026 revelou que o principal grupo de usuários de cannabis medicinal é composto por mulheres de meia-idade e início da velhice, ressaltando a necessidade de um debate mais amplo e inclusivo sobre o tema.
O movimento pela legalização da maconha continua a ganhar força, destacando a importância de discutir não apenas a legalização, mas também questões de saúde e direitos sociais em torno do uso da cannabis.


