Na última terça-feira, 15 de outubro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, desmentiu qualquer conexão com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF).
Declarações de Paulo Gonet
Gonet afirmou categoricamente: “Não existe nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com ele foi em abril de 2024, na presença de várias autoridades, e a única ligação que tivemos, mediada por um advogado, foi breve e trivial”.
Investigação e Mensagens Recuperadas
O nome de Paulo Gonet surgiu em comunicações obtidas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular de Vorcaro, que está sob investigação na Operação Compliance Zero, enfrentando acusações de fraudes financeiras e corrupção. As mensagens foram apresentadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso.
Embora Gonet seja mencionado em conversas de Vorcaro com terceiros, não há provas de comunicação direta entre eles. Uma mensagem de 2024, de um interlocutor identificado como Ciro Soares, descreve Gonet como “firme”. Em outra mensagem, dois dias antes da prisão de Vorcaro, o ex-banqueiro expressa preocupação sobre as investigações e questiona a possibilidade de “reverter isso com Paulo ou Andrei”, referindo-se ao procurador e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Contexto do Julgamento
Durante a sessão do STF, Gonet também comentou a declaração do ministro André Mendonça, que indicou a ausência de evidências que implicassem o procurador em qualquer atividade ilícita. O comentário foi feito em meio a uma questão de ordem levantada pelo ministro Gilmar Mendes, que solicitou a análise das supostas irregularidades na condução das investigações.
O ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento, e a análise do caso ainda não tem data marcada para ser retomada. O placar parcial ficou em 4 votos a 3, com os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes apoiando o julgamento conjunto, enquanto Luiz Fux, Cármen Lúcia, André Mendonça e o presidente do STF, Edson Fachin, votaram pela separação dos casos.


