A Justiça do Amazonas suspendeu a venda de ingressos para o Festival de Parintins de 2026, que estava programada para começar nesta sexta-feira, 7 de junho. A decisão judicial atende a uma denúncia do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) que aponta para um aumento abusivo nos preços dos ingressos.
A proibição abrange tanto as vendas presenciais quanto as online. O Ministério Público fundamenta seu pedido de tutela cautelar de urgência no Código de Defesa do Consumidor, alegando que a falta de justificativa para os reajustes nos preços configura uma prática abusiva.
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) determinou que a Amazon Best Turismo e Eventos Ltda., empresa responsável pela organização do Festival de Parintins, apresente, no prazo de cinco dias, um detalhamento dos critérios econômicos e financeiros que justificam o aumento dos valores dos ingressos.
De acordo com a promotoria do MP-AM, os reajustes nos preços dos ingressos chegam a quase 250% em diversos setores, quando comparados aos valores praticados no ano anterior. A alegação é de que essa elevação drástica nos preços lesa os consumidores e impede o acesso democrático ao evento cultural.
O Festival de Parintins, que em 2026 completa 61 anos, é um evento tradicional e de grande importância cultural para a região amazônica. A edição de 2026 está programada para acontecer nos dias 26, 27 e 28 de junho. A suspensão da venda de ingressos coloca em xeque o planejamento do evento e gera incerteza entre os fãs e participantes do festival. A expectativa é que a empresa organizadora apresente a documentação solicitada pela Justiça dentro do prazo estabelecido, para que a situação seja resolvida e a venda de ingressos possa ser retomada de forma justa e transparente. O caso segue em análise pela Justiça do Amazonas.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


