Grito dos Excluídos: Mobilização por Moradia e Direitos Humanos

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© Paulo Pinto/Agência Brasil

No dia 7 de setembro, movimentos sociais de diversas partes do Brasil se reuniram para a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Com atos e marchas em mais de 50 cidades, o evento destacou a luta por moradia digna e o enfrentamento da violência.

Ato Nacional: Temas e Reivindicações

Com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os manifestantes expressaram diversas reivindicações, incluindo:

• Moradia digna • Reforma agrária • Educação pública de qualidade • Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) • Combate ao feminicídio e à violência contra mulheres • Enfrentamento do racismo e da LGBTfobia • Fim da escala de trabalho 6×1

Atos em São Paulo

Na capital paulista, os manifestantes realizaram uma caminhada pelo centro da cidade, que culminou em uma missa dedicada à população em situação de rua. A ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, enfatizou a necessidade de avançar para uma sociedade verdadeiramente livre, onde não existam pessoas em situação de rua.

Vozes Contra a Violência

Deuza Cordeiro de Lima, que perdeu seu filho para a violência policial, utilizou a manifestação para denunciar a impunidade e a brutalidade enfrentada por muitos. “Não vou ficar quieta”, afirmou, destacando a importância de trazer à tona essas questões durante o ato.

Rio de Janeiro: Teatro e Mobilização

No Rio de Janeiro, a marcha seguiu pela Avenida Presidente Vargas, após o Desfile de Sete de Setembro. Um aspecto marcante do evento foi a presença de um grupo de teatro que encenou esquetes abordando a soberania e a democracia, promovendo uma reflexão sobre a participação política.

Desafios e Lutas Contemporâneas

Ricardo Pitta, coordenador do Movimento Quilombos Urbanos e defensor da moradia digna, ressaltou que a mobilização popular é fundamental para que os grupos vulneráveis consigam conquistas reais. Ele criticou a forma como as demandas sociais são frequentemente deixadas de lado em período eleitoral.

Conclusão

O Grito dos Excluídos se reafirma como um importante espaço de resistência e luta por direitos no Brasil. A mobilização nas ruas não apenas ecoa as vozes de quem clama por justiça, mas também busca conscientizar a sociedade sobre as questões urgentes que demandam atenção e ação coletiva.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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