São Paulo está prestes a revolucionar o transporte aquaviário, com um audacioso projeto de descarbonização liderado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI). Um novo programa de Parceria Público-Privada (PPP) para as travessias hídricas, com leilão agendado para 13 de novembro na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, promete uma transformação completa da frota existente. A meta é substituir gradualmente as embarcações movidas a diesel por mais de 40 balsas totalmente elétricas.
Esta iniciativa representa um marco significativo no compromisso do estado com as práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), buscando reduzir drasticamente a emissão de gases poluentes. A modernização da frota tem o potencial de eliminar até 18 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano, considerando apenas as travessias do litoral. Além do impacto ambiental positivo, espera-se uma diminuição considerável na poluição sonora e nos custos operacionais.
O projeto não se limita à substituição das balsas. A PPP visa proporcionar maior conforto, segurança e agilidade aos usuários, através da modernização dos terminais, ampliação das áreas flutuantes e introdução de embarcações de última geração. Um aspecto importante é a manutenção da base tarifária atual, preservando as gratuidades e benefícios já existentes para a população.
“Esse salto de qualidade alia inovação, sustentabilidade e eficiência na prestação de um serviço essencial à população”, declarou Edgard Benozatti Neto, diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias, ressaltando os benefícios ambientais e operacionais do projeto.
O alcance do projeto é amplo, abrangendo 14 travessias em diversas regiões do estado, incluindo a ligação entre São Sebastião e Ilhabela. Atualmente, as balsas transportam cerca de 40 mil pessoas diariamente, totalizando 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano. O investimento total estimado para a concretização desse projeto inovador é de R$ 2,5 bilhões.
Fonte: novaimprensa.com


