Desinformação no Brasil: Impactos da Conectividade e Identificação

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© Bruno Peres/Agência Brasil

A desinformação é um desafio crescente no Brasil, sendo amplificada pela falta de acesso à internet e a conexão precária. Estudo recente revela que esses fatores dificultam a capacidade das pessoas de se manterem informadas, especialmente nas áreas mais vulneráveis do país.

Desafios da Conectividade e Acesso à Informação

De acordo com a pesquisa intitulada “Dos territórios indígenas às periferias: retratos da desinformação e do consumo de notícias no Brasil”, realizada pela Coalizão de Mídias Periféricas, a ausência de uma conexão estável impede o público de acessar informações vitais. O estudo, que entrevistou cerca de 1.500 pessoas em diversas cidades, identificou que a maior parte dos entrevistados enfrenta dificuldades para diferenciar informações falsas, o que agrava a situação.

Impacto da Rotina na Consumo de Notícias

A pesquisa também apontou que a falta de tempo, principalmente entre mulheres que acumulam múltiplas funções, contribui para a dificuldade em selecionar conteúdos confiáveis. Este fator evidencia a necessidade de um jornalismo que não apenas informe, mas que também escute e construa um diálogo com as comunidades.

O Papel do Jornalismo Local

O estudo enfatiza a importância do jornalismo local, que é visto como uma fonte confiável e que compreende melhor a realidade dos territórios. A maioria dos entrevistados busca notícias para entender o que acontece em suas comunidades, utilizando principalmente aplicativos de mensagens e redes sociais, como WhatsApp e Instagram.

Variabilidade Regional no Acesso à Informação

As preferências de plataformas variam por região: em Recife e São Paulo, há uma maior diversidade nas fontes de notícias, enquanto em Santarém, WhatsApp e mídias tradicionais como TV e rádio predominam. Isso reforça a necessidade de fortalecer as mídias tradicionais, especialmente onde o acesso digital é limitado.

Estratégias para Combater a Desinformação

Apesar da confiabilidade das mídias tradicionais, o acesso a elas não é suficiente para erradicar a desinformação. A pesquisa sugere que conteúdos criados localmente, que respeitem as especificidades culturais e sociais, têm maior aceitação entre o público. Assim, é vital que o jornalismo esteja alinhado com as realidades locais e com as preferências da população.

Recomendações e Oportunidades

Uma das principais recomendações do estudo é a necessidade de financiar sistemas de comunicação que respeitem as vozes locais. Além disso, a pesquisa propõe a produção de conteúdos em formatos acessíveis, como áudio e vídeos curtos, para facilitar o acesso à informação, especialmente para aqueles com limitações de dados móveis.

Este levantamento foi realizado por meio de capacitações que envolveram pesquisadores e comunicadores locais, destacando a importância de ouvir e incluir as comunidades no processo de construção do conhecimento.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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