A defesa de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma perícia particular sobre o celular apreendido pela Polícia Federal (PF) em 17 de novembro de 2025. O laudo sugere que houve alterações significativas em arquivos do dispositivo após sua apreensão.
Resultados da Perícia
O relatório indica que 657 arquivos foram modificados e 436 novos arquivos foram criados após a apreensão do celular, que é considerado uma evidência crucial nas investigações sobre as relações de Vorcaro com políticos e as supostas irregularidades financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB).
Implicações das Descobertas
Os advogados de Vorcaro argumentam que as modificações comprometem a integridade do conteúdo do celular e dificultam a avaliação das alterações realizadas. A defesa expressou preocupação com o fato de que esses registros de modificação ocorreram enquanto o aparelho estava sob custódia da PF e do Estado.
Pedido de Libertação
Com base nas conclusões periciais, a defesa solicitou ao STF que a PF forneça os dados originais do celular para uma análise mais detalhada. Eles também enfatizaram a necessidade urgente da liberação de Vorcaro, que está detido há mais de oito meses, sem acusações formais contra ele.
Contexto do Indiciamento
Vorcaro, junto a 14 outros indivíduos, foi indiciado pela PF na Operação Compliance. O relatório de indiciamento afirma que ele teve uma “participação pessoal e diretiva” nas operações que causaram prejuízos ao BRB. Todos os indiciados enfrentam acusações de gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Reação da Defesa
Após o indiciamento, os advogados de Vorcaro refutaram as alegações de que suas ações causaram prejuízos ao BRB. Eles destacaram que, um ano após o início das investigações, a PF não apresentou novos elementos e continua a repetir a mesma narrativa, sem comprovar prejuízos concretos ao banco público.
Análise da Defesa
Os defensores afirmam que as operações envolvendo as carteiras de crédito foram benéficas para o BRB, evidenciando que a troca de ativos realizada não resultou em perdas, mas sim em resultados positivos para a instituição.


