Na última sexta-feira (23), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomou a decisão de que o canal Exército do Lula não pode ser suspenso ou limitado novamente pela Corte. Essa determinação enfatiza que apenas o plenário do tribunal tem autoridade para decidir sobre a possível suspensão do canal.
Contexto da Decisão
A decisão do ministro ocorreu em resposta a um mandado de segurança preventivo apresentado pela campanha do candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Floriano argumentou que qualquer decisão monocrática que vise restringir o canal, especialmente em questões administrativas, seria inválida por falta de competência.
A Ação do Presidente do TSE
No dia anterior, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia concordado com um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para revisar as publicações do canal, que possui cerca de 9,6 milhões de inscritos. Essa ação surgiu após alegações de que conteúdos inverídicos estavam sendo disseminados, como a suposta posição do candidato do PL sobre a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.
Implicações da Decisão
Floriano de Azevedo Marques reforçou que a atuação do presidente do TSE não pode resultar na suspensão direta do canal apenas por questões administrativas relacionadas ao cumprimento de acordos de integridade eleitoral. Ele destacou que as regras estabelecidas para as plataformas de redes sociais não permitem sanções a candidatos, partidos ou pessoas não envolvidas no pleito.
Desdobramentos Anteriores
A situação do canal Exército do Lula já havia passado por reviravoltas, incluindo uma suspensão inicial que foi posteriormente revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Vilas Bôas Cuêva. Essa liminar foi contestada devido ao tempo em que foi protocolada, apenas 41 minutos após a decisão de não suspender o canal.
Em resumo, a recente decisão do TSE reafirma a importância do plenário para deliberar sobre questões que envolvem a suspensão de canais, destacando a necessidade de um processo claro e transparente no contexto eleitoral.


