Carla Zambelli Solicita Salvo-Conduto ao STF para Votação no Brasil

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© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência

A ex-deputada Carla Zambelli fez um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obter um salvo-conduto que lhe permita retornar ao Brasil e votar em sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, que é candidata a deputada federal pelo PL de São Paulo.

Contexto do Pedido

Na petição protocolada na segunda-feira (22), a defesa de Zambelli destacou que existem mandados de prisão pendentes contra ela e que a Justiça italiana negou seu pedido de extradição, citando preocupações sobre a imparcialidade da Primeira Turma do STF, que a condenou em duas ocasiões.

Implicações Legais

Os advogados de Zambelli argumentaram que as circunstâncias atuais justificam a manutenção de sua liberdade até que as investigações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes, um dos relatores de seus casos, sejam concluídas. Eles afirmam que a possibilidade de sua prisão ao retornar ao Brasil inviabiliza seu direito de voto.

Histórico Judicial de Carla Zambelli

Carla Zambelli, ainda vinculada ao PL de São Paulo, foi condenada a 10 anos de prisão em 2025 por crimes como invasão de sistema informático e falsidade ideológica, devido a uma tentativa de inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Moraes no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Outras Condenações

Além da primeira condenação, ela recebeu uma nova sentença de 5 anos e 3 meses de prisão, em regime semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após um incidente em que perseguiu um jornalista em São Paulo.

Fuga e Refúgio na Itália

Após sua primeira condenação, Zambelli fugiu para os Estados Unidos e depois para a Itália, onde solicitou asilo alegando perseguição política. Embora tenha sido presa em Roma a pedido do STF, sua extradição foi negada por um tribunal de apelação, que questionou a conduta de Moraes no processo.

Zambelli planeja retornar ao Brasil no dia 3 de outubro, votar no dia 4 e voltar para a Itália no dia seguinte. O pedido foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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