Cop30: belém acelera discussões políticas com foco na europa

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© Rafa Neddermeyer

A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), sediada em Belém, entra em sua fase decisiva, com a promessa de importantes deliberações políticas. Após uma primeira semana de intensos trabalhos técnicos, a expectativa é que a segunda etapa da conferência seja marcada por uma participação mais ativa de representantes da União Europeia (UE), em conjunto com a sociedade civil e a comunidade científica, visando a efetivação do Acordo de Paris e a definição de ações concretas para combater as mudanças climáticas.

O Comissário Europeu para o Clima terá a missão de colaborar estreitamente com a Presidência do Conselho da UE e os Estados-Membros, buscando garantir que a COP 30 impulsione o cumprimento das metas estabelecidas no Acordo de Paris. A agenda da delegação europeia teve início com a apresentação de um relatório global sobre a situação do gás metano.

A UE também pretende promover seu plano de Contribuição Nacionalmente Determinada, que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa em mais de 66% até 2035, com base nos níveis de 1990. Este plano ambicioso representa um compromisso significativo com a descarbonização e a transição para uma economia mais sustentável.

Além das discussões sobre emissões e metas climáticas, a agenda da COP 30 também reserva espaço para debates cruciais sobre a proteção dos oceanos e da vida marinha. Um dos pontos altos será a discussão sobre a criação de novas áreas de proteção ambiental no sul do Rio Grande do Sul.

Organizações como a Rede Pró-Unidade de Conservação e a coalizão SOS Oceano intensificaram a campanha pela criação de um Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental do Albardão. Essa proposta, liderada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), visa estabelecer um complexo de proteção que abrange 1,6 milhão de hectares, protegendo habitats essenciais para espécies ameaçadas de extinção. A iniciativa busca garantir a conservação da biodiversidade marinha e o uso sustentável dos recursos naturais na região.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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