Governador do rio terá de prestar contas ao stf sobre operação

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© Rosinei Coutinho/STF

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, será chamado a prestar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito de uma operação que resultou em um número elevado de mortes na última terça-feira (28). A solicitação do STF se junta a pedidos de explicações feitos pela ONU, pelo Congresso Nacional e por diversos setores da sociedade.

O ministro Alexandre de Moraes agendou para a próxima segunda-feira (3) uma audiência com o governador no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que trata da questão da letalidade policial no estado. Durante a audiência, Castro deverá responder a uma série de questionamentos, incluindo o número oficial de mortos, feridos e detidos na operação.

Será cobrado também detalhes sobre as medidas que serão adotadas para punir eventuais abusos e violações de direitos cometidos durante a ação policial, bem como informações sobre a atuação da perícia no local. Outro ponto a ser esclarecido é se as câmeras corporais utilizadas pelos policiais estavam em pleno funcionamento durante a operação. O governador deverá ainda informar sobre a assistência que está sendo prestada aos familiares das vítimas.

As perguntas feitas ao governador pelo STF ecoam as indagações levantadas desde o dia da operação. Na Câmara dos Deputados, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) cobrou publicamente uma postura mais firme do governador no combate ao crime organizado e às milícias.

A repercussão do caso também resultará na criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal. A CPI do Crime Organizado, que será instalada na próxima terça-feira, terá como objetivo investigar as atividades de milícias e facções criminosas.

Durante um pronunciamento na Câmara dos Deputados, a deputada Benedita da Silva, emocionada, lamentou a forma como os moradores das favelas são frequentemente tratados. O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) complementou, ressaltando a facilidade com que alguns criticam a realidade das favelas sem conhecê-la.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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