Uma menina de 11 anos, identificada como Milena do Nascimento Alvarenga, faleceu no último domingo, vítima de meningite bacteriana tipo C. A jovem era aluna da rede municipal de ensino em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Milena estava internada no Hospital Irmã Dulce e era acompanhada pela Vigilância Epidemiológica.
A meningite tipo C é uma inflamação das meninges, membranas que protegem o cérebro, cerebelo e a medula espinhal. A doença pode ser causada por bactérias, vírus, fungos, medicamentos ou doenças autoimunes. As formas viral e bacteriana são transmissíveis.
Um infectologista explicou que a meningite, se não diagnosticada e tratada corretamente, pode levar à morte em questão de horas ou dias, dependendo do agente causador. Ele também ressaltou que pessoas vacinadas contra a meningite podem contrair a infecção, mas geralmente apresentam sintomas mais brandos, menor necessidade de internação e menor risco de morte.
A principal bactéria causadora da meningite é a Neisseria meningitidis, também conhecida como meningococo, que possui diversos subtipos como A, B, C, W e Y. Esses subtipos variam em prevalência e virulência dependendo da região.
Mesmo vacinada, uma pessoa pode contrair a doença e até mesmo transmiti-la, mesmo sendo assintomática, através da fala ou tosse. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias.
A vacinação é uma ferramenta essencial na prevenção da meningite, especialmente em crianças menores de 5 anos, idosos e pacientes autoimunes. Especialistas em saúde pública defendem a importância da imunização em massa.
Para aqueles que tiveram contato próximo com uma pessoa diagnosticada com meningite, a recomendação é procurar atendimento médico nas primeiras 24 horas após o diagnóstico, para que seja avaliada a necessidade de tratamento antibiótico preventivo.
Fonte: g1.globo.com


