Educação musical aprimora raciocínio e habilidades acadêmicas, revela estudo

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© André Hoff: Casa Mário de Andrade

A inclusão da música no processo de aprendizado desde as primeiras etapas da vida oferece vantagens significativas no desenvolvimento da linguagem, na capacidade de concentração e no estímulo à criatividade. Pesquisas recentes apontam que a educação musical também desempenha um papel crucial no aprimoramento do raciocínio lógico e no fortalecimento de diversas habilidades acadêmicas.

De acordo com um pesquisador das relações entre música, cultura e desenvolvimento, a experiência musical em sala de aula gera benefícios abrangentes. Além de impactar positivamente a área linguística e a memória, a música contribui para o desenvolvimento cerebral e pode ser utilizada em musicoterapia para trabalhar aspectos motores da fala e cognição. A prática musical também auxilia no desenvolvimento da coordenação motora fina e na expansão de repertórios diversos.

No Brasil, a educação musical é reconhecida como uma política pública, estabelecida pela Lei 11.769 de 2008, que a integra como conteúdo obrigatório na educação básica. No entanto, a implementação efetiva dessa lei ainda enfrenta desafios consideráveis.

Observa-se em muitas instituições de ensino uma falta de preparo, desqualificação profissional e a ausência de espaços adequados para a prática da educação musical. A mera aprovação de uma lei não garante a sua aplicação efetiva e a resolução dos problemas existentes.

Para além do cumprimento da legislação, especialistas defendem a necessidade de ações que promovam uma maior integração da música nas práticas pedagógicas cotidianas.

Em um contexto mais amplo, a situação da educação musical reflete os desafios enfrentados pela educação como um todo e a necessidade de repensar o projeto de nação, priorizando a educação como um elemento estruturante fundamental. A música, nesse cenário, surge como uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento integral dos indivíduos e para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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