Recentemente, Cuba comemorou a aprovação de uma resolução na Assembleia Geral da ONU que condena o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, que persiste há mais de 60 anos. Apesar de um apoio menor do que o registrado nas últimas três décadas, o embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, expressou contentamento com o resultado da votação.
Resultados da Votação na ONU
Na votação realizada no dia 29 de outubro, a resolução obteve 130 votos a favor, 17 contra e 25 abstenções. Este foi o menor apoio registrado por Cuba na ONU nos últimos anos, refletindo uma campanha ativa do governo Trump para persuadir países a não apoiar a medida. Em comparação, em 2024, apenas Israel e os EUA se opuseram à proposta.
Mudanças no Cenário Internacional
A diminuição do apoio a Cuba é evidente, com nações da América Latina, como Chile e Honduras, que tradicionalmente votavam a favor, optando pela abstenção. Isso demonstra uma mudança significativa nas dinâmicas políticas e alianças regionais.
O Custo Humano do Bloqueio
O embaixador também destacou as consequências devastadoras do bloqueio, que, segundo ele, é ilegal sob o direito internacional. Palomo mencionou que a falta de acesso a medicamentos e insumos médicos resultou na morte de mais de 1.500 crianças em Cuba. Ele enfatizou que esses não são apenas números, mas vidas afetadas diretamente por políticas externas.
Impactos na Mortalidade Infantil
Os dados mostram um aumento alarmante na mortalidade infantil em Cuba, que dobrou entre 2025 e 2026. Essa situação é atribuída ao endurecimento do bloqueio e à dificuldade em acessar recursos essenciais para a saúde.
O Bloqueio como Problema Global
Palomo argumenta que o bloqueio não é um problema exclusivo de Cuba, mas uma questão que afeta todo o cenário internacional. Ele alertou que tais práticas podem se espalhar, afetando outros países que se opõem aos interesses dos EUA. O embaixador criticou a abordagem dos EUA em relação à América Latina, que busca restringir relações com nações como a China.
Consequências das Sanções Secundárias
As sanções impostas pelos EUA têm consequências diretas sobre a economia cubana. O bloqueio energético, por exemplo, resultou em meses sem fornecimento de petróleo, levando a apagões prolongados e dificultando a produção de alimentos e a manutenção de serviços essenciais.
Desafios Recentes e Futuras Perspectivas
Desde a reeleição de Trump, novas sanções têm sido implementadas, afetando a indústria do turismo e reduzindo o número de voos internacionais. Palomo ressalta a necessidade de um esforço conjunto para combater essas políticas e restaurar a dignidade do povo cubano, enfatizando que a luta contra o bloqueio é uma questão de justiça social e direitos humanos.


