Na quinta-feira, dia 24, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) confirmou que a greve dos trabalhadores dos Correios não é considerada abusiva. Contudo, a corte determinou que os funcionários retornem ao trabalho a partir da sexta-feira, 25. Essa decisão foi resultado do julgamento do dissídio coletivo que havia sido suspenso anteriormente.
Decisão do TST e suas Implicações
Além de ordenar o retorno imediato dos trabalhadores, a Seção de Dissídios Coletivos rejeitou o pedido da empresa para classificar a greve como abusiva. A decisão também incluiu a autorização para que os dias não trabalhados sejam compensados, o que significa que não haverá desconto nos salários, mas os trabalhadores deverão compensar essas horas.
Votação e Argumentos dos Ministros
A decisão foi tomada por maioria de votos, com os ministros Ives Gandra Martins Filho, Caputo Bastos e Maria Cristina Peduzzi votando pela declaração de abusividade. O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, destacou a grande estrutura dos Correios e argumentou que a alegação de abusividade não se sustentava, já que a empresa atende a diversas regiões do país, inclusive as mais remotas.
Contexto da Greve
A greve teve início em 10 de setembro, após as negociações salariais deste ano não resultarem em um acordo. A Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Findect) foi a responsável pela deflagração do movimento. Durante a greve, o TST havia determinado que a empresa mantivesse 80% do efetivo operacional.
Próximos Passos
Após o anúncio da decisão, os sindicatos da categoria planejam reuniões para decidir sobre o retorno às atividades. A situação continua em desenvolvimento, e a Agência Brasil já entrou em contato com a assessoria dos Correios, aguardando um posicionamento oficial.


