TRE-RJ Reforça Segurança do Voto Eletrônico em Apresentação Pública

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

Na última segunda-feira, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou uma apresentação pública das urnas eletrônicas, destacando sua segurança e funcionamento. O evento, que aconteceu durante a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, teve como principal objetivo aumentar a confiança da população no processo eleitoral brasileiro.

Transparência e Segurança das Urnas Eletrônicas

O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, enfatizou a legitimidade das urnas eletrônicas, afirmando que o sistema é amplamente inspecionado e testado. Ele mencionou que o código-fonte das urnas é revisado por diversas entidades, incluindo partidos políticos e universidades, o que garante a transparência do processo.

Componentes e Mecanismos de Proteção

Durante a apresentação, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Michel Kovacs, detalhou os componentes internos das urnas, ressaltando as barreiras físicas e digitais que previnem fraudes. Ele destacou a importância dos lacres da Casa da Moeda, que registram qualquer violação, e mencionou o uso de assinaturas digitais e auditorias constantes como camadas adicionais de segurança.

Funcionamento e Contingências

No dia da eleição, as informações de votos e seções são armazenadas tanto na memória interna das urnas quanto em mídias externas. Em caso de falhas técnicas, um sistema de contingência garante a transferência segura dos dados para uma urna de reserva, permitindo a continuidade da votação sem perda de informações.

Produção e Controle dos Equipamentos

A Justiça Eleitoral é responsável pela especificação técnica e de segurança das urnas, enquanto a produção é realizada por empresas contratadas que seguem rigorosamente as diretrizes estabelecidas. O controle é mantido mesmo após a fabricação, garantindo que apenas procedimentos autorizados ativem as urnas.

O Voto Eletrônico como Garantia de Integridade

Ao ser questionado sobre a possibilidade de retornar ao voto em papel, Kovacs argumentou que a introdução das urnas eletrônicas em 1996 foi uma resposta a fraudes generalizadas do passado. Ele ressaltou que o processo manual é mais caro, demorado e suscetível a erros e manipulações.

Kovacs concluiu que a manutenção do sistema eletrônico é essencial para a integridade do processo eleitoral no Brasil, afirmando que um retrocesso ao voto impresso seria prejudicial.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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