O 7º Simpósio Nacional do Rádio, que começou nesta quarta-feira (20) no Rio de Janeiro, reúne uma variedade de profissionais, incluindo pesquisadores, estudantes e representantes da radiodifusão pública, para discutir o futuro da mídia sonora no Brasil. Com o tema “Rádio Nacional 90 anos: memória, inovação e futuros da mídia sonora”, o evento ocorre no Palácio Gustavo Capanema e busca refletir sobre a evolução do rádio em um cenário de transformações tecnológicas e culturais.
Reflexões sobre a Mídia Sonora
Organizado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e pelo Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, o simpósio analisa como o rádio se adapta às mudanças contemporâneas. A abertura do evento coincidiu com o Encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública, que contou com a participação de representantes de cerca de 330 emissoras de rádio e televisão. A EBC, com a Rádio Nacional como uma de suas principais marcas, desempenha um papel crucial na comunicação pública brasileira.
Temas Abordados
As discussões do primeiro dia do simpósio incluíram tópicos como: – Memória e inovação no rádio – Produção de conteúdo em áudio – Comunicação pública – Impacto social do rádio, especialmente na Amazônia, onde a mídia sonora ainda é amplamente consumida.
A radialista Mara Régia destacou a importância da Rádio Nacional da Amazônia, enfatizando seu papel como um recurso vital de cidadania e pertencimento para comunidades isoladas. Ela ressaltou que a emissora vai além de simplesmente transmitir informações, atuando como uma fonte de apoio e conexão para aqueles que não têm acesso a serviços essenciais.
O Papel do Rádio na Sociedade
Durante o simpósio, a relevância contínua do rádio foi sublinhada por diversos profissionais. O jornalista Heródoto Barbeiro mencionou que a capacidade do rádio de se adaptar e se conectar com os ouvintes é a chave para sua durabilidade. Ele destacou que a Rádio Nacional continua a ser um importante canal de informação, com um passado rico e um futuro promissor.
Desafios e Oportunidades para Mulheres na Mídia
Outro ponto importante foi a participação da jornalista Luciana Zogaib, reconhecida como a primeira mulher a narrar um jogo de futebol no rádio brasileiro. Ela compartilhou sua experiência em um ambiente predominantemente masculino e falou sobre a importância de abrir portas para novas gerações de mulheres na comunicação esportiva.
O VII Simpósio Nacional do Rádio reafirma a importância da mídia sonora e seu papel fundamental na sociedade, mesmo diante de um cenário tecnológico em constante mudança. As discussões sobre o futuro do rádio revelam não apenas sua resiliência, mas também a necessidade de inovação e inclusão.


