O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, expressou sua desaprovação em relação à recente decisão do Senado, que rejeitou a nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga na Corte. Em uma declaração feita nesta quarta-feira, Mello classificou essa ação como um ‘grave equívoco institucional’.
Análise da Indicação Rejeitada
Celso de Mello, que exerceu sua função no STF de 1989 até 2020, considerou a votação do Senado como injustificável, afirmando que não condiz com a carreira profissional destacada de Messias. Segundo Mello, o advogado possui todas as qualificações exigidas pela Constituição para assumir o cargo de ministro.
Impacto da Decisão
Mello enfatizou que a rejeição da indicação não apresenta uma justificativa válida e lamentou a perda da oportunidade de contar com um jurista de renome e comprometido com os princípios do Estado Democrático de Direito. Ele ressaltou que a decisão do Senado foi ‘profundamente infeliz’, pois impede a entrada de um profissional sério e preparado na Suprema Corte.
Esta rejeição ocorreu após o Senado ter votado contra a nomeação de Jorge Messias, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para preencher a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.


