Zonas Sul e Leste de SP em estado de atenção para alagamentos

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G1

A cidade de São Paulo enfrenta nesta segunda-feira (8) uma tarde de fortes chuvas e ventos, com as zonas sul e leste da capital paulista entrando em estado de atenção para alagamentos. Após um fim de semana de temperaturas elevadas, a mudança brusca no clima é um reflexo direto da formação de um intenso ciclone extratropical na Região Sul do Brasil, cujos efeitos se estendem por grande parte do país. A previsão indica um cenário de instabilidade climática que se prolongará até terça-feira (9), alertando a população para possíveis granizo, rajadas de vento e mar agitado, especialmente nas áreas costeiras. As autoridades meteorológicas e de Defesa Civil recomendam atenção e seguimento das orientações de segurança para minimizar riscos.

A instabilidade climática em São Paulo

Chuvas intensas e riscos na capital paulista

A segunda-feira (8) trouxe uma abrupta mudança climática para São Paulo. Após termômetros marcarem cerca de 34ºC no domingo e uma máxima de 31ºC com sensação térmica de 34ºC nesta segunda, fortes chuvas começaram a atingir a capital paulista. Às 12h23, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) emitiu um alerta de estado de atenção para alagamentos nas zonas sul e leste da cidade, indicando a severidade da precipitação.

Na Zona Leste, a ameaça de queda de granizo e formação de alagamentos é particularmente acentuada nas subprefeituras da Mooca, Aricanduva/Formosa e Penha, áreas historicamente vulneráveis a eventos de grande volume de água. Paralelamente, a Zona Sul também experimenta um cenário de chuva intensa, com destaque para a subprefeitura de Parelheiros, onde o risco de enchentes e transtornos é elevado. As imagens de satélite revelam a presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai, que, aliada ao aquecimento da atmosfera e à umidade que atravessa o continente, favorece a formação de nuvens carregadas e temporais. A Defesa Civil prevê que um alerta de chuva forte seja emitido para todo o estado de São Paulo, estendendo-se até terça-feira (9), devido à influência do sistema ciclônico, o que reforça a necessidade de vigilância em todo o território paulista.

O ciclone extratropical e seus impactos

Formação e intensidade de um sistema meteorológico severo

Um novo ciclone extratropical, descrito por especialistas como de forte intensidade, está se formando entre segunda (8) e terça-feira (9), prometendo alterar significativamente o tempo nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste do Brasil. Este sistema é caracterizado por uma pressão atmosférica que pode cair abaixo de 1.000 hPa — uma condição que potencializa tempestades severas e rajadas de vento que podem superar 100 km/h, configurando um cenário de risco elevado para a população e a infraestrutura.

A formação do ciclone tem início com a intensificação de uma área de baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul, durante a tarde e noite desta segunda-feira. Na madrugada de terça-feira, o sistema deve se organizar completamente, cruzando o território gaúcho de oeste para leste e alcançando a região de Porto Alegre até a noite. A baixa pressão atmosférica atua como um catalisador para ventos extremos e para o desenvolvimento de nuvens cumulonimbus, que são as responsáveis por temporais, descargas elétricas, queda de granizo e até microexplosões. Em casos de tamanha intensidade, a possibilidade de rajadas destrutivas, incluindo a formação de tornados, não pode ser descartada, como já observado em eventos anteriores que causaram estragos consideráveis em cidades do Rio Grande do Sul.

Riscos e regiões mais afetadas

A progressão do ciclone e da frente fria a ele associada trará uma série de riscos meteorológicos para diversas partes do país, exigindo atenção e preparo:

Ventos fortes: Rajadas que podem variar entre 90 km/h e 120 km/h no Sul do Brasil, com potencial para causar danos em infraestruturas, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.
Chuva torrencial: Previsão de precipitação intensa em curtos períodos, aumentando significativamente o risco de alagamentos, inundações e deslizamentos de terra, especialmente em áreas de encosta.
Granizo localizado: Queda de granizo em algumas localidades, especialmente nas áreas mais afetadas, podendo danificar lavouras e veículos.
Mar agitado: Ondas altas e ressaca, com perigo para navegação e atividades costeiras, principalmente no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde o risco de erosão costeira também é elevado.
Raios frequentes: Instabilidade elétrica duradoura, com grande incidência de raios, aumentando o perigo durante as tempestades.
Danos estruturais e queda de energia: Possibilidade de interrupção no fornecimento de energia elétrica e danos a telhados e outras estruturas devido à força dos ventos e da chuva.

As regiões mais impactadas pelo ciclone serão:

Região Sul: Será a mais afetada. O Rio Grande do Sul terá temporais já desde a madrugada de terça-feira, especialmente na Grande Porto Alegre. A quarta-feira é esperada como o dia mais crítico para ventos. Santa Catarina enfrentará forte instabilidade entre 9 e 10 de dezembro, com alto risco de chuva intensa e ventos muito fortes, sobretudo em regiões serranas e litorâneas. No Paraná, a terça-feira será instável, com rajadas mais frequentes na quarta-feira.
Região Sudeste: Embora o centro do ciclone não avance sobre a região, seus efeitos serão notáveis. São Paulo verá um aumento nos ventos já na terça-feira, com rajadas mais intensas na quarta, principalmente no litoral, Grande São Paulo e Serra do Mar. O Rio de Janeiro terá ventos fortes no centro-sul fluminense, incluindo a Grande Rio e a região Serrana. Em Minas Gerais, há previsão de instabilidade no Sul de Minas, Zona da Mata, Triângulo e Grande Belo Horizonte, com risco menor que no Sul, mas com a combinação de umidade, frente fria e ventania podendo gerar temporais isolados.
Região Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul será o estado mais atingido, com rajadas moderadas já nesta segunda-feira e potencial para ventos fortes na terça-feira. Mato Grosso e Goiás também podem sentir um aumento na instabilidade, porém com menor intensidade e riscos mais localizados.

Trajetória e afastamento do sistema

O centro do ciclone deve alcançar o mar na altura do litoral do Rio Grande do Sul entre a madrugada e a manhã de quarta-feira (10). A partir daí, ele seguirá para alto-mar, afastando-se gradualmente da costa brasileira ao longo da quinta-feira (11). Contudo, mesmo em seu afastamento, o sistema continuará a influenciar o clima, alimentando ventos fortes e mantendo o mar agitado nas áreas costeiras do Sul do país por mais tempo, impactando atividades marítimas e a segurança nas praias.

Orientações essenciais de segurança

Diante da iminência de condições climáticas adversas, a Defesa Civil e especialistas em climatologia reforçam a importância de seguir recomendações de segurança para proteger vidas e propriedades:

Evitar áreas de risco: Mantenha distância de áreas costeiras, praias e mar aberto durante o período de maior intensidade do sistema, devido ao risco de ondas altas e ressaca.
Proteção durante tempestades: Não busque abrigo sob árvores e evite a proximidade com redes elétricas, postes e fiações, devido ao risco de raios e quedas provocadas pelos ventos fortes.
Preparação da residência: Reforce telhados e remova qualquer objeto solto (vasos, cadeiras, antenas, lixeiras) que possa ser arremessado pelo vento e causar danos ou acidentes.
Informação constante: Acompanhe os alertas emitidos pelas autoridades locais, seja por rádio, TV ou aplicativos de Defesa Civil, que podem indicar a necessidade de evacuação preventiva em áreas consideradas de risco iminente.

Impacto generalizado e necessidade de vigilância

As projeções meteorológicas para os próximos dias indicam um cenário de grande instabilidade em várias regiões do Brasil, com destaque para a formação de um ciclone extratropical de forte intensidade. Enquanto as zonas sul e leste de São Paulo já enfrentam um estado de atenção para alagamentos, o impacto do ciclone se estenderá do Sul ao Centro-Oeste e Sudeste, trazendo chuvas torrenciais, ventos extremos e riscos como granizo e mar agitado. A população é encorajado a permanecer vigilante, adotar as medidas de segurança recomendadas pela Defesa Civil e acompanhar continuamente os boletins meteorológicos para garantir a proteção e minimizar os potenciais danos causados por este evento climático. A temporada de dezembro, historicamente propícia à formação de sistemas severos, reforça a urgência do monitoramento constante e da prevenção.

Perguntas frequentes sobre o ciclone e a chuva

O que é um ciclone extratropical e como ele afeta o tempo?
Um ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão que se forma fora das regiões tropicais, caracterizado por ventos que giram ao redor de um centro de baixa pressão. Ele atrai massas de ar de diferentes temperaturas, criando frentes que podem causar intensas tempestades, ventos fortes, granizo e grande volume de chuva, como o que está sendo observado e previsto para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Quais regiões serão mais impactadas pelo ciclone extratropical?
A Região Sul do Brasil será a mais afetada, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com ventos que podem atingir até 120 km/h e chuvas torrenciais. O Sudeste também sentirá os efeitos, com São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais experimentando ventos fortes e temporais isolados. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul terá impacto significativo, enquanto Mato Grosso e Goiás sentirão uma instabilidade menor.

Quando o ciclone deve se afastar do Brasil?
A previsão é que o centro do ciclone alcance o mar na altura do litoral do Rio Grande do Sul entre a madrugada e a manhã de quarta-feira (10). A partir de então, ele começará a se afastar para alto-mar, gradualmente, ao longo da quinta-feira (11). Contudo, mesmo após o afastamento do centro, ventos fortes e mar agitado podem persistir nas áreas costeiras do Sul por algum tempo.

Quais são as principais recomendações de segurança durante este período de instabilidade?
A Defesa Civil recomenda evitar áreas costeiras e mar aberto, não buscar abrigo sob árvores e manter distância de redes elétricas durante tempestades. É crucial reforçar telhados, remover objetos soltos que possam ser arremessados pelo vento e, acima de tudo, acompanhar os alertas locais para possíveis evacuações preventivas em áreas de risco.

Mantenha-se informado sobre as condições climáticas em tempo real e siga as orientações das autoridades para garantir sua segurança e a de sua família.

Fonte: https://g1.globo.com

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