Verdades e mitos sobre valorização imobiliária: guia para comprar consciente

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G1

Adquirir um imóvel representa uma das decisões financeiras mais significativas na vida adulta. O receio de perder capital frequentemente surge antes mesmo de visitar um estande de vendas. Tal preocupação é compreensível: como assegurar que se está fazendo um bom investimento?

A boa notícia é que existem indicadores concretos que auxiliam na previsão da valorização. A má notícia é que muitas pessoas ainda baseiam suas decisões em suposições ou apenas no preço do metro quadrado. Este guia visa esclarecer para aqueles que desejam fazer uma escolha consciente e evitar armadilhas comuns.

É fundamental entender que um imóvel não é uma despesa, mas sim a construção de um patrimônio. A maioria das pessoas considera o valor da prestação, mas a perspectiva correta não deve ser sobre o custo mensal, e sim sobre o que se está construindo ao longo dos anos. Um imóvel é um ativo real, que tende a se valorizar por três motivos principais: a escassez de terrenos nas cidades, o crescimento urbano e o aumento constante do custo de construção. Portanto, esperar pelo “momento perfeito” pode custar mais caro do que decidir.

Um erro frequente é focar apenas no preço baixo. Um preço baixo pode ser um sinal de alerta, não necessariamente uma oportunidade. Um imóvel barato em um local indesejável pode parecer acessível no presente, mas pode ser difícil de vender ou alugar posteriormente. Imóveis se valorizam quando são desejados, não apenas quando são baratos. Preço é o que se paga, valor é o que se recebe. Se o imóvel resolve uma necessidade do mercado, como localização, mobilidade, segurança ou experiência, seu valor aumenta com o tempo.

O que realmente impulsiona a valorização de um imóvel, e que muitos compradores ignoram, é uma boa localização em um bairro em desenvolvimento. Novos acessos, shoppings, parques, centros comerciais e escolas geram fluxo e interesse. Plantas inteligentes, áreas de convivência bem planejadas e serviços que facilitam o dia a dia também são fatores cruciais. O desenvolvimento imobiliário deve acompanhar as novas necessidades das pessoas, incorporando tecnologias e flexibilidade de layout para se adaptar a diferentes fases da vida, permitindo que a moradia evolua com o morador.

É preciso estar atento se o empreendimento apresentar: localização sem perspectiva de melhoria, obras prometidas que nunca saíram do papel, plantas difíceis de usar ou revender, e condições “boas demais para ser verdade”.

Não é necessário ser um especialista em investimentos para tomar uma decisão imobiliária acertada. Basta prestar atenção aos sinais certos. Se os pontos mencionados se conectam, o risco de perder dinheiro diminui drasticamente, e a chance de construir patrimônio aumenta junto com você.

Fonte: g1.globo.com

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