Na última quarta-feira, 10 de dezembro, um vendaval histórico atingiu a cidade de São Paulo e sua região metropolitana, provocando um cenário de caos e pânico que se estendeu até o transporte aéreo. Rajadas de vento de até 98 km/h forçaram o desvio de múltiplos voos que tinham como destino a capital paulista. Entre os relatos mais impactantes, a influenciadora Bárbara Evans descreveu momentos de terror e incerteza a bordo de uma aeronave, que precisou alternar seu pouso para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O evento climático não apenas causou transtornos aéreos, mas também deixou um rastro de destruição na infraestrutura urbana, afetando milhões de pessoas e evidenciando a vulnerabilidade diante de fenômenos meteorológicos extremos.
O impacto do vendaval e a experiência em voo
A quarta-feira, 10 de dezembro, foi marcada por um vendaval de proporções históricas que varreu a capital e a região metropolitana de São Paulo. A força dos ventos, que atingiu rajadas de até 98 km/h, não apenas causou destruição generalizada em solo, mas também impactou severamente o tráfego aéreo. Mais de 2 milhões de imóveis ficaram sem energia elétrica, dezenas de árvores caíram, parques foram fechados e até mesmo consultas médicas em hospitais precisaram ser canceladas devido à extensão dos danos. No setor aéreo, o cenário não foi diferente, com voos cancelados, atrasados e, em muitos casos, desviados para aeroportos alternativos.
O relato da influenciadora Bárbara Evans
A influenciadora digital Bárbara Evans estava a bordo de um desses voos afetados, saindo do Rio de Janeiro com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ela descreveu a experiência como a “maior turbulência da vida”. Em seu depoimento, Bárbara relatou que o piloto da aeronave tentou realizar o pouso em Congonhas por diversas vezes, mas as condições climáticas desfavoráveis tornaram a manobra inviável. Diante da impossibilidade de prosseguir para o destino original, o voo foi desviado para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
Os momentos de incerteza e pânico foram intensos. “Foi o maior susto da minha vida. Eu realmente achei que a gente fosse morrer. Está caindo a ficha”, expressou a influenciadora. Após o pouso em Campinas, a influenciadora e outros passageiros se viram diante da opção de pegar um voo de volta para Congonhas, algo que o piloto já havia tentado repetidamente, ou buscar alternativas de transporte terrestre. Bárbara Evans optou por alugar um carro para finalmente chegar em casa, um reflexo da exaustão e da necessidade de segurança após a experiência traumática. Seu relato ressaltou a gratidão por ter superado o incidente: “Eu agradeço que a vida segue, porque podia ser o encerramento ontem, e não foi. Então estou muito agradecida e hoje eu vou valorizar muito mais cada segundo da minha vida”.
Os desvios para Viracopos e outros passageiros afetados
O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, tornou-se o principal ponto de acolhimento para os voos desviados da capital paulista. Segundo a administração do aeroporto, entre 9h45 e 14h40 daquela quarta-feira, nove voos domésticos foram recebidos, sendo dois que originalmente se dirigiam ao Aeroporto Internacional de Guarulhos e sete que tinham como destino o Aeroporto de Congonhas. A necessidade de desviar esses voos evidenciou a severidade do vendaval e a prioridade dada à segurança dos passageiros e tripulações.
O incidente com Bárbara Evans não foi um caso isolado. No mesmo dia, passageiros de um voo entre Curitiba e Congonhas também vivenciaram momentos de grande turbulência, resultando em mal-estar e a necessidade de atendimento médico ao pousarem em Campinas. Esses episódios coletivos sublinham a dimensão do impacto do vendaval no setor aéreo e a forma como a infraestrutura de aeroportos próximos, como Viracopos, foi crucial para gerenciar a crise.
A resposta das companhias aéreas e assistência aos passageiros
Diante do cenário adverso provocado pelo vendaval histórico em São Paulo, as principais companhias aéreas que operam no Brasil – Azul, Gol e Latam – emitiram comunicados oficiais, detalhando as medidas tomadas e a assistência oferecida aos passageiros impactados. Todas as empresas enfatizaram que as ações foram tomadas em razão de condições meteorológicas adversas, um fator alheio ao controle das companhias, e que a segurança das operações e dos passageiros é a prioridade máxima.
Medidas da Azul
A Azul informou que “diversos voos precisaram ser cancelados ou alternados para outros aeroportos” devido às condições meteorológicas extremas. A companhia destacou que os clientes impactados estavam recebendo a assistência prevista na Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Além disso, a Azul flexibilizou sua política de remarcação para minimizar os impactos aos passageiros. Clientes com passagens emitidas para os dias 11 e 12 de dezembro tiveram a possibilidade de alterar suas viagens até o dia 18 de dezembro sem cobrança de taxa de remarcação. Outra opção oferecida foi o cancelamento do voo, com manutenção do crédito integral do valor pago para ser utilizado em outra oportunidade, em até um ano a partir da data de emissão do bilhete. A empresa lamentou os transtornos, mas reforçou a necessidade de tais medidas para garantir a segurança.
Posição da Gol e Latam
A Gol também confirmou que dois de seus voos foram alternados para Viracopos devido às condições meteorológicas na manhã da quarta-feira. Os voos em questão foram o G3 1347, que partia do RioGaleão (GIG) com destino a Congonhas (CGH), e o G3 1671, com rota entre Santos Dumont (SDU) e CGH. A companhia assegurou que os clientes afetados receberiam todas as facilidades previstas pela Resolução 400 da ANAC, conforme suas necessidades, reiterando a segurança como seu valor primordial.
Por sua vez, a Latam confirmou que voos com partida ou chegada em São Paulo foram alternados, atrasados ou cancelados “em decorrência das condições meteorológicas adversas em São Paulo, fato totalmente alheio ao controle da companhia”. A Latam também informou que estava oferecendo a assistência necessária aos passageiros impactados, reforçando seu compromisso com a adoção de todas as medidas de segurança técnicas e operacionais para garantir uma viagem segura para todos.
Conclusão
O vendaval histórico que assolou São Paulo em 10 de dezembro de 2024 deixou uma marca profunda, revelando a fragilidade da infraestrutura urbana e a complexidade das operações aéreas diante de fenômenos climáticos extremos. Os relatos de pânico em voos desviados para Campinas, como o da influenciadora Bárbara Evans, ilustram a dimensão humana e emocional dos transtornos. Enquanto a cidade se recuperava dos estragos em solo, as companhias aéreas operavam sob pressão, priorizando a segurança e oferecendo suporte aos passageiros conforme as regulamentações da ANAC. O evento serve como um lembrete contundente da importância da preparação para emergências, da resiliência dos sistemas de transporte e da necessidade contínua de adaptação às mudanças climáticas, que podem intensificar tais ocorrências.
Perguntas Frequentes
1. Qual foi a principal causa dos desvios de voos em São Paulo?
A principal causa dos desvios foi um vendaval histórico que atingiu a capital paulista em 10 de dezembro, com rajadas de vento que chegaram a 98 km/h. Essas condições meteorológicas adversas inviabilizaram pousos seguros nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas.
2. Quantos voos foram alternados para o Aeroporto de Viracopos em Campinas?
Segundo a administração de Viracopos, entre 9h45 e 14h40 da quarta-feira (10), nove voos domésticos foram recebidos. Desses, dois tinham como destino original o Aeroporto Internacional de Guarulhos e sete o Aeroporto de Congonhas.
3. Que tipo de assistência as companhias aéreas ofereceram aos passageiros afetados?
As companhias aéreas (Azul, Gol e Latam) informaram que ofereceram assistência conforme a Resolução nº 400 da ANAC. Isso incluiu flexibilização da política de remarcação e cancelamento , e outras facilidades como alimentação e acomodação, dependendo da necessidade e do tempo de espera, priorizando a segurança e o bem-estar dos passageiros.
Para mais informações sobre segurança aérea e eventos climáticos extremos, acompanhe nossas próximas reportagens.
Fonte: https://g1.globo.com


