Unicamp avança em 5g e mira o futuro 6g com novo laboratório

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G1

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inaugurou o laboratório Studio 5G, um marco para o avanço das tecnologias de conectividade móvel no Brasil. A iniciativa faz parte do Centro de Pesquisa em Engenharia Smartness 2030 (Redes e Serviços Inteligentes), um projeto colaborativo entre a Unicamp, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a empresa Ericsson, com um investimento de R$ 56 milhões ao longo de dez anos. O objetivo principal é impulsionar o desenvolvimento de tecnologias 5G e 6G, consolidando o país como um polo de inovação em redes móveis.

O novo laboratório, inaugurado em evento aberto ao público, expande a infraestrutura de experimentação do centro de pesquisa, possibilitando estudos em áreas como Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, redes autônomas e aplicações urbanas e industriais. Um dos principais destaques é a instalação de uma rede privativa 5G, fornecida pela Ericsson, que oferece conectividade de alta performance, maior segurança e controle total dos recursos da rede, diferenciando-se das redes comerciais.

“Com a rede 5G privada, o centro passa a contar com um ambiente seguro e controlável para experimentar e validar, na prática, novas tecnologias, conceitos e aplicações avançadas das futuras redes de comunicação”, destaca Maria Valéria Marquezini, vice-diretora do Smartness.

Desde 2023, o centro tem desenvolvido diversas pesquisas, incluindo robótica assistiva para auxiliar pessoas com deficiência motora, uso de braços robóticos em telecirurgias, desenvolvimento de arquiteturas de rede OpenRAN que permitem a interoperabilidade entre hardwares e softwares de diferentes fornecedores, vídeos volumétricos em realidade virtual, otimização de rede para cloud gaming e inteligência artificial para gestão de tráfego e otimização do consumo de energia.

Eduardo Sartori, gerente de Transferência e Tecnologia e Inovação do centro de pesquisa, ressalta que a criação do novo laboratório consolida um marco fundamental para a pesquisa e desenvolvimento, abrindo oportunidades para parcerias entre a universidade e empresas. Arthur Simas, pesquisador e doutorando, destaca a importância da colaboração entre a academia e a indústria, representada pela Ericsson, para garantir a solidez e aplicabilidade dos projetos.

Uma das metas do centro de pesquisa é desenvolver tecnologias que pavimentem o caminho para o 6G, com o objetivo de transformar o Brasil em um criador, e não apenas consumidor, de redes móveis. A expectativa é que a rede 6G, prevista para 2030, alcance velocidades de até 1Tbps, permitindo o download de grandes volumes de dados em tempo recorde. Segundo Arthur Simas, a rede privativa 5G permitirá identificar os gargalos da atual geração, para que sejam solucionados em uma geração futura, impulsionando o desenvolvimento da tecnologia 6G.

Fonte: g1.globo.com

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