Ucrânia pondera acordo de paz em meio a pressões e perda de território

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu o momento atual como um dos mais desafiadores para a Ucrânia, confrontada com uma escolha difícil entre a dignidade nacional e a continuidade do apoio dos Estados Unidos. A declaração surge em um contexto de intensas negociações em torno de uma proposta de paz elaborada pelos EUA, que impõe a cessão de territórios à Rússia como condição para o acordo.

Zelensky reconheceu a intensa pressão sobre a Ucrânia, mas assegurou que não trairá o povo ucraniano.

O plano de paz, composto por 28 pontos, sugere a anexação pela Rússia das regiões ucranianas de Donetsk e Luhansk, além de parcelas de Kherson e Zaporíjia, seguindo a atual linha de frente. Essa área corresponde a aproximadamente 20% do território ucraniano. O documento também exigiria que a Ucrânia renunciasse à sua aspiração de aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Em contrapartida, a Ucrânia poderia pleitear a adesão à União Europeia, e a reconstrução do país seria financiada com ativos russos atualmente congelados devido a sanções.

No entanto, aliados europeus, incluindo Alemanha e França, expressaram preocupações, considerando o plano desfavorável para a Ucrânia e temendo o avanço russo no continente. A Ucrânia se encontra em uma posição delicada, pois há relatos de que os Estados Unidos ameaçaram interromper o auxílio militar e de inteligência caso Kiev rejeite o acordo proposto.

O presidente russo, Vladimir Putin, comentou sobre o plano de paz, mencionando que ele poderia servir como base para futuras negociações.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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