O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na última segunda-feira (21), por maioria de votos, manter a suspensão da campanha de Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná. Esta decisão se deu durante um julgamento virtual que analisou a determinação do ministro Floriano de Azevedo Marques.
Detalhes da Decisão
O julgamento revelou um placar de 4 votos a 0 a favor da manutenção da suspensão, com os votos do relator e dos ministros Dias Toffoli, Villas Bôas Cueva e Estela Aranha. Os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Sebastião Reis Júnior ainda não haviam votado, e a sessão estava programada para ser encerrada às 23h59.
Implicações da Suspensão
Além de suspender a campanha, o ministro Marques também interrompeu a participação de Deltan no horário eleitoral gratuito e bloqueou o acesso ao fundo eleitoral. Essa decisão foi motivada por um pedido da Coligação Paraná para Todos, que alega que Deltan é inelegível.
Contexto da Candidatura
A coligação recorreu ao TSE após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná ter deferido o registro de candidatura de Deltan na semana anterior, em uma votação apertada de 4 a 3. A elegibilidade de Deltan é contestada devido a sua situação anterior como procurador da República e sua recente cassação como deputado federal pelo TSE.
Histórico de Deltan Dallagnol
Antes de se candidatar, Deltan Dallagnol foi procurador e liderou a força-tarefa da Operação Lava Jato. Em 2023, ele teve seu mandato de deputado federal cassado após ter solicitado exoneração do cargo no Ministério Público Federal (MPF) para evitar consequências legais mais severas. Além disso, já enfrentava condenações e procedimentos disciplinares no CNMP.
Consequências Legais
De acordo com a legislação brasileira, membros do Ministério Público que perderam o cargo ou solicitaram exoneração durante processos disciplinares são considerados inelegíveis por um período de oito anos. Essa normativa se aplica a Deltan, complicando ainda mais sua busca por um cargo político.


