TSE Considera Desativar Canais Políticos no WhatsApp Antes das Eleições

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© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está avaliando uma nova resolução que pode levar à desativação de canais de WhatsApp com conteúdo político que possuam mais de 200 mil seguidores. Esta medida se aplicaria nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno das eleições, agendado para o próximo domingo (25).

Detalhes da Proposta

Conforme informações obtidas pela Agência Brasil, a minuta da resolução foi elaborada pelo ministro André Mendonça, atual vice-presidente do TSE. A proposta, que já está sendo discutida entre os ministros, visa garantir a integridade do pleito eleitoral durante um período crítico, quando há pouca ou nenhuma possibilidade de correção de informações indevidas.

Objetivos da Medida

A intenção por trás da proposta é evitar que informações potencialmente prejudiciais ao processo eleitoral sejam disseminadas em um momento em que os eleitores estão prestes a votar. A nota de Mendonça destaca que os critérios para a desativação são objetivos e se aplicam de forma equitativa a todos os canais políticos de grande alcance.

Impacto nos Canais de WhatsApp

Se a resolução for aprovada, canais como o ‘Exército do Lula’, que já conta com 7 milhões de seguidores, e ‘Tropa do Flávio’, com 2 milhões, seriam afetados. A proposta busca alinhar as regras para esses canais com as já existentes para conteúdos pagos de campanha, visando controlar a difusão de mensagens ilícitas.

Contexto de Disputas Legais

A discussão sobre a desativação de canais políticos surge em meio a controvérsias recentes envolvendo o ‘Exército do Lula’. O canal foi temporariamente suspenso pelo presidente do TSE, mas posteriormente reativado pelo corregedor nacional da Justiça Eleitoral, que argumentou que a suspensão não tinha justificativa adequada.

Conclusão

A proposta do TSE reflete uma preocupação crescente com a disseminação de desinformação nas redes sociais durante períodos críticos do processo eleitoral. A decisão final ainda está pendente, mas a discussão ressalta a importância de equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de proteger a integridade das eleições.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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