Trem do Choro Celebra 13 Anos com Homenagem a Nilze Carvalho

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© Paulo Santos/ Divulgação

O vibrante cenário musical do Rio de Janeiro se prepara para mais uma edição do Trem do Choro, que chega à sua 13ª celebração. O evento, que já se consolidou como uma tradição, ocorrerá na próxima quinta-feira, feriado de São Jorge, e prestará uma merecida homenagem a Nilze Carvalho, renomada cantora, compositora e instrumentista.

Esta edição especial, realizada em parceria com a SuperVia, coincide com o Dia Nacional do Choro, data que celebra o nascimento do icônico Pixinguinha. O Trem do Choro transforma a experiência de viajar de trem em um verdadeiro espetáculo sonoro, percorrendo os trilhos do subúrbio carioca com a melodia contagiante do choro.

Origens e Crescimento do Trem do Choro

A iniciativa nasceu em 2012, idealizada pelo músico Luiz Carlos Nunuka e amigos, que formaram uma roda de choro em Olaria, bairro da zona norte do Rio. O sucesso imediato impulsionou o projeto, e no ano seguinte, a SuperVia se tornou parceira oficial. Desde então, a concessionária de transporte ferroviário cede um trem anualmente para abrigar diversos conjuntos de choro em seus vagões, cada um batizado com nomes de mestres do gênero, começando pelo inesquecível Pixinguinha.

Itamar Marques, membro do Coletivo Trem do Choro, ressalta o alcance crescente do evento: “E a cada ano, o Trem do Choro está se espalhando cada vez mais”. A participação do público é facilitada, exigindo apenas o pagamento da tarifa regular de embarque.

Homenagem à Mulher e à Música Brasileira

Este ano, a escolha de Nilze Carvalho como homenageada principal carrega um significado profundo. Nascida em Nova Iguaçu, Nilze é uma artista multifacetada, com formação musical pela UNIRIO e uma carreira sólida na música popular brasileira, com especial destaque para o choro instrumental e o samba. Sua trajetória é um reflexo da força e talento das mulheres na música.

Marques explica a relevância da homenagem: “Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”. A artista ocupará o primeiro vagão, próximo à maquinista, e em cada parada, o trem convida o público a se juntar à celebração musical.

Oficialização do Coletivo e a Expansão do Choro

Durante a 13ª edição, o Coletivo Trem do Choro será oficialmente formalizado. Composto por diversas instituições culturais da zona da Leopoldina, o coletivo une esforços para preservar a história e a cultura do evento. “São várias mãos, cada uma na sua especialidade, para não deixar morrer a história do Trem do Choro e a gente manter essa parte cultural”, afirma Marques.

O choro, gênero musical que transcende fronteiras, tem visto seu público aumentar significativamente. Estima-se que o Trem do Choro atraia anualmente entre 6 mil e 7 mil participantes, demonstrando a vitalidade e o apelo universal da música instrumental brasileira.

Programação Detalhada

A programação se inicia às 10h na Estação Central do Brasil, Plataforma 12. O trem partirá às 11h18 rumo à Estação Olaria, que será simbolicamente batizada de “Estação do Choro Zé da Velha”. Durante o trajeto, grupos de choro se apresentarão em todos os vagões.

Ao chegar em Olaria, os participantes seguirão em cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, local de residência do homenageado. O evento culminará com a tradicional roda de choro e feira cultural promovida pelo Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano na Praça Ramos Figueira, no Reduto Pixinguinha. A praça também sediará uma ação social em parceria com o Lions Club.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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