A jogadora Tifanny, que representa o Osasco São Cristóvão Saúde, expressou sua indignação em relação à recente decisão da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que impõe restrições à participação de atletas trans em competições femininas. A nova política exige que apenas atletas designadas como do sexo feminino ao nascer possam competir.
Reação de Tifanny à Nova Política
Em seu pronunciamento, Tifanny, a primeira atleta trans a jogar na Superliga, descreveu a mudança como um “retrocesso significativo” e ressaltou que não desistirá de sua carreira esportiva. Ela mencionou o impacto negativo que essa decisão não afeta apenas a ela, mas também seu clube, seus fãs e todos os que se identificam como trans.
Implicações da Nova Regra
A nova política da CBV foi anunciada na última sexta-feira e visa alinhar a confederação com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As novas regras exigem que as atletas apresentem um teste negativo para o gene SRY, substituindo a anterior norma que permitia a participação desde que os níveis de testosterona estivessem dentro de limites específicos.
Desempenho e Compromisso de Tifanny
Apesar das dificuldades impostas pela nova regra, Tifanny teve uma performance notável em sua estreia no Campeonato Paulista, marcando 19 pontos, embora seu time tenha sido derrotado por 3 sets a 2. Ela reafirmou seu compromisso em lutar pela visibilidade e inclusão de atletas trans no esporte, prometendo não se calar diante do que considera injusto.
Próximos Passos
A Federação Paulista de Volleyball (FPV) confirmou que o Estadual seguirá as regras atuais, mas indicou que revisões poderão ser feitas para as próximas competições, considerando as opiniões de suas áreas jurídica e de saúde. Essa situação continua a gerar debates sobre a inclusão e a equidade no esporte.


