Soldado confessa morte de militar e incêndio em quartel

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© Maria de Lourdes Freire Matos/Instagram

Um soldado do Exército Brasileiro, identificado como Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, confessou ter assassinado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, e provocado um incêndio no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RGC), localizado no Setor Militar Urbano, em Brasília. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso como feminicídio.

A confissão do crime foi divulgada pela 2ª Delegacia Policial (DP) da Asa Norte. Em vídeo divulgado pela PCDF, o delegado Paulo Noritika, chefe da 2ª DP, relatou que o soldado alegou que o crime ocorreu após uma discussão com a vítima. Segundo o depoimento do autor, Maria de Lourdes teria exigido que ele terminasse o relacionamento com sua namorada e assumisse um relacionamento com ela. A família da vítima, no entanto, nega que ambos tivessem qualquer envolvimento amoroso. O delegado Noritika informou que o soldado não possuía antecedentes criminais.

O corpo da cabo foi encontrado carbonizado, com um corte no pescoço, após o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) debelar um incêndio no 1º RCG na tarde da última sexta-feira. Os bombeiros constataram a presença de grande quantidade de combustível no local.

Maria de Lourdes era saxofonista da banda do regimento. A unidade militar expressou profundo pesar pela morte da cabo, destacando sua dedicação e profissionalismo.

O Exército Brasileiro informou que o soldado foi preso em flagrante após a confissão e que foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM). O Centro de Comunicação Social do Exército informou que o soldado deverá ser excluído da Força Militar. A corporação também afirmou estar prestando assistência à família da vítima e reiterou sua posição de não tolerar atos criminosos, prometendo punir os responsáveis com rigor.

O caso se junta a uma série de feminicídios que têm marcado o país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou sobre a violência contra a mulher, pedindo o engajamento dos homens para mudar a cultura de violência de gênero.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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