O Ministério da Saúde planeja ampliar o acesso ao medicamento Emicizumabe para crianças de 0 a 6 anos diagnosticadas com hemofilia A, uma condição genética que afeta a capacidade de coagulação do sangue, levando a sangramentos prolongados e exigindo acompanhamento médico constante. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, com a informação de que a proposta será defendida na próxima reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
Segundo o Ministério da Saúde, o acordo estabelecido com a indústria farmacêutica responsável pela produção do medicamento resultará em uma economia de recursos públicos. O Emicizumabe já é oferecido pelo SUS para outras faixas etárias e demonstrou potencial para reduzir significativamente os episódios de sangramento, diminuir a necessidade de hospitalizações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A expectativa é que a incorporação do medicamento para a faixa etária de 0 a 6 anos seja um avanço importante no tratamento da hemofilia A, especialmente considerando a dificuldade de acesso venoso em crianças menores. O tratamento atual, muitas vezes, exige múltiplas aplicações semanais endovenosas, o que pode ser doloroso e gerar sofrimento para os pacientes e suas famílias. O Emicizumabe, por sua vez, é administrado via subcutânea, com aplicações que variam de uma a três vezes por semana, dependendo do caso.
O ministro da Saúde destacou que a iniciativa representa um importante passo para garantir o acesso a tratamentos de alto custo para a população. O custo anual do medicamento pode atingir R$ 350 mil, valor que passaria a ser coberto pelo SUS para crianças de 0 a 6 anos, caso a proposta seja aprovada.
A mobilização para a incorporação do Emicizumabe contou com a participação de hemocentros, associações de pacientes e profissionais de saúde de diversos estados, incluindo Pernambuco, Ceará, Paraná, Rio de Janeiro, Pará, Bahia e Distrito Federal. A reunião da Conitec para discutir a proposta está agendada para ocorrer entre os dias 12 e 3 de novembro. O Ministério da Saúde apresentará argumentos técnicos e informações sobre a negociação realizada com o produtor, buscando a aprovação da medida.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


