Saúde anuncia rede inteligente de hospitais e serviços no sus

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© Luiza Frazão/MS

O Ministério da Saúde lançou, em Brasília, uma rede nacional de hospitais e serviços de saúde inteligentes, marcando um avanço na medicina de alta precisão no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa visa integrar tecnologia de ponta, expertise especializada e colaboração internacional para modernizar o atendimento médico em todo o país.

A proposta centraliza-se na instalação de 14 unidades de terapia intensiva (UTIs) automatizadas, operando de forma interligada nas cinco regiões do Brasil. Adicionalmente, será construído o Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), que se configura como o primeiro hospital inteligente do país.

Outras oito unidades hospitalares passarão por modernização, em um esforço conjunto entre universidades e secretarias de saúde. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esta iniciativa inaugura uma nova era de inovação para o SUS e para a saúde no Brasil. O ministro ressaltou que o projeto transcende a mera construção ou modernização de hospitais, representando um movimento abrangente de incorporação tecnológica e parcerias de transferência de tecnologia.

A rede faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, que busca expandir o acesso ao atendimento especializado na rede pública. Dados indicam que a utilização de tecnologias como inteligência artificial e big data tem o potencial de reduzir significativamente o tempo de espera por atendimento de emergência, além de agilizar e aprimorar a precisão dos diagnósticos e da assistência especializada.

As 14 UTIs inteligentes operarão de forma interligada em hospitais selecionados pelo Ministério da Saúde, em conjunto com gestores de 13 estados, abrangendo as cidades de Manaus, Dourados, Belém, Teresina, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

O ministério enfatizou que os serviços serão totalmente digitais, com monitoramento contínuo e integração entre equipamentos e sistemas de informação. A tecnologia auxiliará na previsão de agravamentos, apoiará as decisões clínicas, otimizará as avaliações e facilitará a troca de conhecimento entre especialistas em diversas regiões. As UTIs também estarão conectadas a uma central de pesquisa e inovação.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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