Um sargento da Polícia Militar aposentado, de 66 anos, precisou atirar contra o próprio cachorro na madrugada desta sexta-feira, em Caraguatatuba. O incidente ocorreu no bairro Morro do Algodão, por volta da 1h, e foi registrado como um ato de legítima defesa.
O policial aposentado relatou à Polícia Civil que havia recolhido o animal da rua, mas que este vinha demonstrando um comportamento agressivo nos últimos dias.
De acordo com o depoimento, o ataque ocorreu de forma repentina, quando o sargento se preparava para deixar sua residência. O cão, de raça não especificada, o atacou, mordendo-o diversas vezes na região abdominal e na virilha. A vítima tentou se defender, mas o animal persistiu no ataque, causando ferimentos profundos e sangramento intenso.
Diante da agressão, o sargento utilizou um revólver calibre .38, devidamente registrado, e efetuou três disparos contra o cachorro. O animal só interrompeu as mordidas após o terceiro tiro.
A Polícia Militar foi a primeira a chegar ao local, constatando que o sargento estava ferido e o cão, embora em estado grave, ainda apresentava sinais vitais.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestou socorro ao sargento, que apresentava sinais de choque, e o encaminhou para atendimento hospitalar. A equipe médica alertou para o risco de infecção devido à gravidade das lesões. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para socorrer o animal. O estado de saúde atual do cachorro não foi divulgado.
O delegado Rafael Augusto Alves, da Delegacia de Caraguatatuba, avaliou que a ação do sargento ocorreu em estado de necessidade, considerando o risco à sua integridade física representado pelo ataque.
O delegado ressaltou que não foram encontrados indícios de dolo ou intenção de maus-tratos, mas sim uma tentativa de preservar a própria vida. Diante disso, a Polícia Civil não realizou auto de prisão em flagrante nem apreendeu a arma.
O caso foi registrado como lesão corporal e com base no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (maus-tratos a animais), sem, contudo, impor medidas restritivas imediatas ao sargento. As investigações sobre o caso continuam em andamento.
Fonte: novaimprensa.com


