Regente feijó declara emergência após ventos fortes causarem devastação

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G1

A cidade de Regente Feijó, no interior de São Paulo, se prepara para decretar situação de emergência após ser atingida por uma forte tempestade no último fim de semana. Os ventos, que alcançaram a velocidade de 95 km/h, causaram extensos danos em diversas áreas do município.

A medida permitirá que a prefeitura solicite recursos financeiros ao governo estadual para auxiliar na recuperação das áreas afetadas. A Defesa Civil contabilizou ao menos 15 residências destelhadas, além de danos significativos em prédios públicos. No pátio da prefeitura, o telhado da área destinada a veículos e máquinas da Secretaria de Obras foi arrancado pela força do vento, e o almoxarifado municipal também teve sua cobertura danificada. A engenharia municipal estima que a reconstrução demandará investimentos superiores a R$ 1 milhão.

A tempestade também resultou na queda de árvores em diversos pontos da cidade, incluindo a Praça Central, o bairro Chácara das Paineiras e a Praça dos Pioneiros. Ocorrências semelhantes foram registradas na Estrada Rural da Granja Acampamento e no pátio da antiga Fepasa, onde atualmente funciona uma unidade da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

Na zona rural, a queda de eucaliptos bloqueou a estrada que liga Regente Feijó ao distrito de São Sebastião. As famílias afetadas receberam lonas e telhas para reparos emergenciais, além de colchões para aquelas que tiveram seus móveis danificados pela água.

Moradores do bairro Morada do Sol relataram a interrupção no fornecimento de água desde o fim de semana. A Sabesp informou que o bairro é parcialmente abastecido por uma tubulação instalada sobre um córrego, e que a estrutura sofreu danos durante a tempestade, causando a intermitência no abastecimento. A companhia informou que equipes estão trabalhando nos reparos e que a previsão é de que o serviço seja normalizado até o final do dia.

Além dos danos generalizados, a cidade ainda lida com as consequências da tragédia ocorrida durante uma festa universitária, onde uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas após a queda de uma estrutura metálica. O Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar as circunstâncias do evento, investigando possíveis falhas na prestação de serviços ou negligência por parte dos responsáveis pela organização.

Fonte: g1.globo.com

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