O setor agrícola do Vale do Paraíba celebra a recente decisão dos Estados Unidos de remover tarifas de importação sobre uma vasta gama de produtos brasileiros. O anúncio, divulgado na quinta-feira (20), abrange mais de 200 itens que foram adicionados à lista de exceções tarifárias, injetando ânimo e renovando as expectativas de crescimento econômico na região.
A medida, oficializada em documento publicado pela Casa Branca, impacta positivamente diversos produtos, incluindo carne bovina, açaí, cacau e uma variedade de outros itens cultivados e produzidos no Vale do Paraíba. A alteração tarifária já está em vigor para produtos que chegaram aos Estados Unidos a partir de 13 de novembro.
A expectativa é que a suspensão das tarifas impulsione significativamente o comércio entre a região e os Estados Unidos. Segundo o presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil, a medida representa um importante passo para o reaquecimento da economia local.
“Haverá um aquecimento à medida que você volta a retomar o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos”, avalia o presidente. Ele reconhece que algumas empresas anteciparam vendas em julho, buscando aproveitar as alíquotas anteriores, o que lhes proporcionou uma certa folga financeira no curto prazo. No entanto, ressalta que a retomada do comércio regular entre as empresas do Vale do Paraíba e os Estados Unidos é fundamental para a sustentabilidade a longo prazo.
Entre os produtos que foram beneficiados com a remoção das tarifas estão itens como carne bovina em todas as categorias, café (verde, torrado e derivados), frutas frescas, congeladas e processadas (incluindo laranja, abacaxi, banana, manga e açaí), cacau e derivados, especiarias (pimenta, gengibre, canela e cúrcuma), raízes e tubérculos (mandioca em todas as formas), sucos e polpas de frutas, e fertilizantes (ureia, nitratos, potássicos e fosfatados).
A lista anterior, que sofria com as tarifas, incluía máquinas, motores, calçados, café solúvel, pescados e mel, entre outros. A exclusão de tantos produtos da taxação é vista como um alívio para os produtores da região, que agora vislumbram um futuro mais promissor para suas exportações.
Fonte: g1.globo.com


