Em Santos, litoral de São Paulo, uma supervisora comercial de 42 anos, Mariana Fernandes Silva Soares, enfrentou um desafio inesperado pouco após sua contratação: um diagnóstico de câncer de mama. A descoberta ocorreu apenas três meses após ingressar na Carpo Logistics, quando ainda estava no período de experiência.
Mãe de três filhos, Mariana recorda o impacto inicial da notícia em 2022. “Enquanto você não tem informação, você acha que está recebendo diagnóstico de morte”, diz, enfatizando que o câncer é, acima de tudo, um diagnóstico de luta.
A descoberta do câncer se deu após Mariana notar um caroço no peito, precedido por uma coceira. Exames posteriores revelaram um carcinoma triplo negativo, um tipo de câncer de mama agressivo. Na época, Mariana estava prestes a completar seu terceiro mês na empresa.
O diretor comercial da empresa, Leandro Labatut, relatou que a prioridade da equipe foi entender as necessidades de Mariana e como poderiam apoiá-la durante o tratamento. “Sempre a respaldamos para iniciar a jornada da cura com a segurança e a tranquilidade de que o seu trabalho não seria afetado”, afirmou Labatut.
Após o diagnóstico, Mariana continuou trabalhando enquanto passava por exames. Ela ressalta a compreensão dos seus gestores, que a apoiaram durante esse período. Posteriormente, iniciou a quimioterapia, conciliando o trabalho com o tratamento até que, por orientação do gestor, precisou se afastar para priorizar a saúde. A empresa garantiu a ela que seu emprego estaria assegurado.
Durante os dez meses de afastamento, Mariana recebeu apoio contínuo, inclusive com o empréstimo de um notebook da empresa para se distrair. Após 16 sessões de quimioterapia e uma cirurgia para remover o tumor, Mariana fez 15 sessões de radioterapia e retornou ao trabalho no segundo semestre de 2023.
O retorno ao trabalho trouxe desafios de adaptação, incluindo sequelas físicas e cognitivas. Mariana mencionou dificuldades com memória, foco e dores. No entanto, o apoio da empresa foi fundamental para sua reintegração. “O pós-câncer é tão desafiador quanto o câncer, porque é uma adaptação”, explicou.
Labatut destacou a alegria da empresa com a recuperação de Mariana e seu retorno. “A equipe foi muito receptiva e compreensiva, para que ela tivesse a melhor adaptação possível à nova rotina”, disse.
Atualmente, Mariana segue em acompanhamento médico a cada três meses e realiza fisioterapia para lidar com as sequelas do tratamento. Ela celebra a vitória sobre a doença e o crescimento profissional alcançado. “O meu cargo estava lá e eu vi o quanto eu cresci de lá para cá”, conclui.
Fonte: g1.globo.com


