Quem são os suspeitos investigados por plano do pcc para matar autoridades em sp

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G1

Oito homens estão sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) no planejamento de atentados contra o promotor Lincoln Gakyia e o coordenador dos presídios do interior paulista, Roberto Medina.

Cinco dos investigados foram detidos entre julho e setembro, acusados de tráfico de drogas. A descoberta do plano contra Gakiya e Medina ocorreu a partir da prisão desses indivíduos e da análise de seus telefones celulares. O serviço de inteligência da polícia obteve acesso a informações que revelavam a intenção dos criminosos de assassinar as autoridades.

Na sexta-feira (24), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de outros três suspeitos. Um deles foi preso em flagrante por porte ilegal de drogas durante a operação conjunta do Ministério Público e da polícia.

Os cinco presos são:

Jefferson Douglas Braz Santana, conhecido como “Proibido”: preso por tráfico, é suspeito de monitorar o promotor Lincoln Gakyia.
Diego da Silva Lima, o “Lima”: também preso por tráfico, é investigado por supostamente monitorar o promotor.
Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, apelidado de “Corinthinha”: preso por tráfico, teria recebido mensagens com informações sobre Roberto Medina, coordenador dos presídios.
Victor Hugo da Silva, o “Falcão”: preso por tráfico, teve seu celular analisado e foram encontradas mensagens, fotos e vídeos que o apontam como suspeito de participar do plano contra Medina.
Sergio Garcia da Silva, o “Messi”: preso por tráfico, é apontado como um dos responsáveis por monitorar o diretor dos presídios.

As buscas e apreensões foram realizadas em Presidente Prudente, Álvares Machado, Martinópolis, Pirapozinho, Presidente Venceslau, Presidente Bernardes e Santo Anastácio.

Os três investigados que tiveram seus imóveis alvos de mandados são:

Luiz Guilherme Lima da Silva, o “Portuga”: responde em liberdade e, segundo a investigação, manteve contato com “Messi” para dar prosseguimento ao plano de assassinato das autoridades.
Thiago da Silva: preso em flagrante por tráfico de drogas com 3 kg de cocaína em sua residência. De acordo com a polícia, ele negociou a compra de um fuzil em nome do PCC e teve ligação com “Messi” e “Portuga”.
Adilson Audinir Oliveira Júnior, o “Ju Machado”: responde em liberdade e é investigado por manter contato com “Messi” para participar do plano contra as autoridades.

A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos suspeitos, com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

O promotor Lincoln Gakyia declarou que a ordem do PCC para matá-lo, juntamente com Roberto Medina, fazia parte do mesmo plano que resultou na morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes. Segundo Gakyia, a ordem para executá-lo e a Medina partiu de dentro dos presídios e foi transmitida às ruas para ser executada pela “sintonia restrita”, um grupo criminoso de alta periculosidade. Informações de inteligência indicavam que a cúpula do PCC emitia as ordens, inclusive dentro do sistema penitenciário federal, por meio de visitas e advogados em conversas codificadas.

As investigações revelaram que os suspeitos alugaram uma casa a menos de um quilômetro do condomínio onde o promotor reside. Imagens aéreas mostraram reuniões frequentes no local, que também era utilizado como ponto de distribuição de drogas. A suspeita é que os criminosos planejavam atacar o promotor no trajeto para o trabalho, em Presidente Prudente.

Fonte: g1.globo.com

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