Queda na Incidência de VSR em Crianças de Até 2 Anos, Segundo Fiocruz

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

Recentemente, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou que os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), que afetam principalmente crianças com menos de 2 anos, estão apresentando uma queda significativa em várias regiões do Brasil. Este vírus é uma das principais causas de bronquiolite na infância.

Análise dos Dados Epidemiológicos

Os dados apresentados no Boletim InfoGripe mostram uma redução geral nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de até 4 anos, atribuída principalmente à diminuição das hospitalizações por VSR. No entanto, é importante notar que a incidência ainda permanece alta em alguns estados.

Situação por Faixa Etária

Embora a redução seja significativa entre as crianças, a mesma tendência é observada entre jovens, adultos e idosos, sendo que a queda nessas faixas etárias é impulsionada pela diminuição das hospitalizações por influenza A. Para crianças de 5 a 14 anos, a redução é consequência da diminuição dos casos graves de rinovírus.

Recomendações de Saúde

O InfoGripe enfatiza a importância de manter práticas de higiene respiratória, como lavar as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, e isolar-se em caso de sintomas de resfriado. Quando o isolamento não é viável, o uso de máscara é recomendado, além da manutenção da vacinação em dia.

Incidência e Mortalidade

O estudo da Fiocruz também revela que, nos últimos oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade têm mostrado padrões característicos, com maior impacto nas crianças até 2 anos e na população acima de 65 anos. A SRAG em crianças está ligada principalmente ao VSR, enquanto a mortalidade em idosos é majoritariamente causada pelo vírus influenza A, que possui vacina disponível no Sistema Único de Saúde.

Dados Recentes de SRAG

Até o momento, em 2026, foram registrados 115.203 casos de SRAG, dos quais 60.200 apresentaram resultados laboratoriais positivos para algum vírus respiratório. Os dados revelam que 20,8% desses casos são de influenza A, 4,5% de influenza B, 40,2% de VSR, 30,2% de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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