“Minhas noites eram uma dificuldade muito grande em dormir, pegar no sono. Às vezes, quando eu pegava, eu pegava de forma superficial e acordava e ficava girando na cama de um lado e outro”, relata Sérgio Barbosa.
Professor da rede pública de ensino, Sérgio Barbosa descreve uma realidade comum: a dificuldade para dormir. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que aproximadamente 40% da população global sofre de algum tipo de distúrbio do sono, sendo a insônia um dos mais prevalentes.
Estudos científicos já comprovaram a relação direta entre noites mal dormidas e o desenvolvimento de diversas doenças crônicas, incluindo hipertensão, diabetes tipo 2, depressão e enfermidades cardiovasculares. Segundo o neurocirurgião e especialista em medicina do sono, Júlio Pereira, o sono desempenha um papel crucial na recuperação do organismo:
“Claramente, a gente durante o sono baixa o nosso metabolismo, então deixa de ter uma economia, muitas vezes até calórica, energética, por isso. Regenera também a musculatura. Porque você descansa, você está mais relaxado, seu músculo também regenera. E o outro mais importante, que é o que eu vou falar, é a saúde do cérebro.
Para combater esses problemas, especialistas enfatizam a importância da chamada “higiene do sono”, um conjunto de práticas comportamentais que visam promover um descanso profundo e restaurador. Entre as recomendações mais importantes, destacam-se:
– Manter horários regulares para dormir e acordar, criando uma rotina consistente.
– Evitar a exposição a telas de dispositivos eletrônicos por, no mínimo, uma hora antes de se deitar, para minimizar a interferência da luz azul na produção de melatonina, o hormônio do sono.
– Criar um ambiente propício ao sono, que seja escuro, silencioso e com uma temperatura agradável.
– Evitar o consumo de refeições pesadas antes de dormir, optando por alimentos leves e de fácil digestão.
A boa notícia é que, em muitos casos, a melhora na qualidade do sono pode ser alcançada através de mudanças no estilo de vida, em vez do uso de medicamentos. Pequenas alterações nos hábitos diários podem ter um impacto significativo na qualidade do descanso noturno e, consequentemente, na saúde geral.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


