Quatro indivíduos foram presos em Santos, no litoral paulista, sob acusação de tráfico de animais silvestres. A ação policial resultou do flagrante da venda ilegal de dois macacos-prego (Sapajus apella), que se encontravam em condições precárias de saúde e higiene.
A operação foi conduzida por agentes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos, após o recebimento de uma denúncia anônima. Os policiais montaram campana nas proximidades de um prédio localizado na Rua Roberto Sandall, no bairro Ponta da Praia.
Por volta das 21h30 da última terça-feira, os agentes flagraram o momento em que os macacos eram retirados do porta-malas de um veículo, após permanecerem aproximadamente quatro horas confinados em uma gaiola. As condições a que os animais estavam submetidos eram deploráveis, com fezes acumuladas e ausência de água, comida e ventilação adequada.
Os macacos foram imediatamente resgatados e encaminhados para receber tratamento veterinário. As autoridades prosseguem com as investigações, visando localizar uma iguana, que também foi mencionada na denúncia original.
A polícia enfatizou a gravidade do crime, que além da crueldade intrínseca, revela a existência de um mercado ilegal altamente lucrativo. Macacos-prego podem ser comercializados por valores superiores a R$ 5 mil, enquanto iguanas alcançam até R$ 1,5 mil. Essa rentabilidade atrai criminosos para um negócio que impacta negativamente os ecossistemas e ameaça a sobrevivência de diversas espécies.
Durante a abordagem policial, constatou-se que os envolvidos agiam de forma coordenada. Pai e filho eram os responsáveis pelo transporte dos macacos, enquanto um terceiro indivíduo recebeu uma transferência via PIX para custear o transporte do negociador, proveniente da cidade de Itanhaém, até Santos.
Os quatro suspeitos enfrentarão acusações de associação criminosa, tráfico de animais silvestres e maus-tratos. As autoridades policiais solicitaram a conversão das prisões em flagrante para prisão preventiva.
As idades dos envolvidos são 19, 31, 34 e 71 anos. Um dos suspeitos tentou resistir à prisão, enquanto outro já possuía histórico criminal por tráfico de animais e maus-tratos.
Fonte: g1.globo.com


