Prisão de Ex-Procurador do Instituto Rio Metrópole: Novos Indícios de Corrupção

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) anunciou a decretação de uma nova prisão preventiva contra Marcelo Lopes da Silva, ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole (IRM). A ação ocorreu na quarta-feira, 16, e está relacionada à Operação Ouroboros, que investiga um esquema de corrupção.

Contexto e Motivo da Prisão

Marcelo já havia sido preso durante a primeira fase da operação, mas teve a detenção revogada por um habeas corpus. A nova ordem de prisão foi emitida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa, motivada por novas evidências obtidas a partir da análise de seu celular, que indicam práticas de corrupção e lavagem de dinheiro.

Detalhes das Acusações

De acordo com o Grupo de Atuação Especializada do MPRJ, Marcelo teria orientado sua então companheira a abrir um microempreendimento individual (MEI) para firmar contratos com a Engeconsult, uma empresa com contratos significativos com o IRM. O valor do contrato, que previa pagamentos de R$ 30 mil por supostos serviços, era uma fachada para ocultar a vantagem indevida recebida por Marcelo.

Comunicações Reveladoras

As investigações revelaram mensagens em que Marcelo solicitava que as comunicações sobre os contratos não fossem documentadas. O contrato com a Engeconsult foi assinado no mesmo dia em que a empresa foi criada, com datas que indicam manipulação. Os pagamentos eram direcionados para a conta de sua companheira, Thays.

Continuidade das Atividades Ilícitas

Mesmo após sua saída do IRM em junho, Marcelo continuou a se envolver em questões pertinentes ao esquema. Ele demonstrou disposição em elaborar pareceres solicitados por membros do grupo criminoso, mostrando que sua influência se estendia além do cargo público.

Desdobramentos da Operação Ouroboros

Na primeira fase da Operação Ouroboros, iniciada em julho, o MPRJ denunciou 11 indivíduos por desvio de recursos do IRM, que totalizaram R$ 86,28 milhões. Os fundos destinados à Engeconsult e à R. Peotta Engenharia eram, na verdade, redirecionados para o Instituto BIO, que não possuía estrutura para os serviços contratados, resultando em saques significativos.

Início da Investigação

As investigações tiveram início após a apreensão de R$ 500 mil em espécie, transportados com segurança armada. A apuração revelou transferências e saques que totalizavam milhões de reais, evidenciando a magnitude do esquema de desvio.

Conclusão

A nova prisão de Marcelo Lopes da Silva ressalta a profundidade das investigações do MPRJ e a luta contínua contra a corrupção. As novas evidências levam a um aditamento das denúncias, incluindo mais acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, evidenciando a seriedade do caso e as repercussões legais que se seguem.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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