Primeiro polo nacional de inovação para o sus surge em campinas

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G1

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em Campinas, São Paulo, está prestes a se tornar um marco na inovação em saúde no Brasil. Um acordo firmado entre os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Saúde transformará o CNPEM no primeiro polo nacional de inovação voltado para o Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria estabelece o Ministério da Saúde como co-gestor do centro, além de injetar um investimento de R$ 67,4 milhões.

Com o aporte financeiro e a nova estrutura de gestão, o CNPEM planeja expandir significativamente sua infraestrutura. A estratégia inclui a contratação de especialistas, a concentração de laboratórios e a aquisição de equipamentos de última geração, tudo com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de pesquisas direcionadas às necessidades do SUS. O foco principal é a produção nacional de medicamentos, vacinas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e dispositivos médicos, visando reduzir a dependência do país em relação a importações.

Entre as iniciativas planejadas, destaca-se a criação de uma rede nacional de inovação em saúde, que será coordenada pelo CNPEM. O projeto visa descentralizar a infraestrutura científica, atualmente concentrada em São Paulo, e distribuí-la para outros estados do país.

Um dos projetos de destaque é o desenvolvimento do primeiro protótipo brasileiro de equipamento clínico de ressonância magnética para extremidades. A tecnologia nacional promete reduzir custos e ampliar o acesso a exames de imagem, beneficiando um maior número de pacientes. O desenvolvimento será realizado em seis etapas ao longo de dois anos, envolvendo desde os estudos conceituais até a fabricação de componentes e a validação com geração de imagens.

A criação de um núcleo nacional para o desenvolvimento de IFAs, tecnologias biomédicas e soluções terapêuticas também está prevista. Além disso, o CNPEM planeja estruturar biofoundries, sistemas automatizados que aceleram as pesquisas, e implantar plataformas de inteligência artificial para a descoberta de fármacos. A ampliação de biobancos e coleções microbianas também faz parte do plano.

Ainda nos primeiros 12 meses, o CNPEM deve instalar a infraestrutura necessária, abrir chamadas nacionais e selecionar projetos de alto impacto.

Para Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM, a entrada do Ministério da Saúde como co-gestor representa um avanço significativo para o centro. A parceria possibilita um planejamento de longo prazo e a definição conjunta de metas alinhadas às demandas do SUS. “A participação do Ministério viabiliza a formalização de programas nacionais, como o de inovação radical em fármacos, e amplia a capacidade de articulação com outros atores do setor, acelerando o desenvolvimento de moléculas, IFAs e equipamentos médicos voltados ao SUS”, afirma o diretor-geral.

O modelo de co-gestão também busca uma maior integração entre universidades, laboratórios e indústrias, evitando a duplicação de esforços e fortalecendo as competências nacionais. Segundo Roque, está sendo desenvolvido um modelo colaborativo que envolve empresas, órgãos regulatórios e centros de pesquisa, com o objetivo de garantir uma governança compartilhada e agilidade nos processos.

Fonte: g1.globo.com

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