A Prefeitura de Cordeirópolis, interior de São Paulo, anunciou a desativação de todos os radares de fiscalização eletrônica instalados nas vias municipais. A medida, em vigor desde segunda-feira (24), afeta seis equipamentos localizados em pontos estratégicos da cidade. A decisão foi justificada pela administração municipal devido à ausência de estudos técnicos que comprovassem a necessidade e eficácia da instalação dos radares.
Os equipamentos removidos estavam distribuídos em três diferentes locais: dois na Rodovia Limeira-Cordeirópolis, dois na Avenida Aristeu Marcicano, situada no Jardim Cordeiro, e os dois restantes na Avenida Wilson Diório.
Em comunicado oficial, a prefeitura informou que o contrato com a empresa responsável pela gestão dos radares foi rescindido, alegando a falta de interesse público em manter o serviço, considerando a inexistência de estudos técnicos que justificassem a implantação, conforme exigido pelos órgãos reguladores. A instalação dos radares havia ocorrido durante a gestão municipal anterior. Na época, a administração justificou a medida como uma forma de reduzir o número de acidentes e de mortes, bem como de pessoas com sequelas em decorrência de acidentes de trânsito.
Apesar da desativação dos radares, a prefeitura alertou que as multas registradas até o dia 24 de junho permanecem válidas e devem ser pagas normalmente pelos infratores. De acordo com a administração municipal, a falta de estudo técnico prévio não invalida a aplicação das multas já registradas.
A prefeitura informou que está buscando alternativas de menor custo para promover a educação e a segurança no trânsito nos locais onde os radares serão removidos.
Além da desativação dos radares municipais, a prefeitura informou que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) solicitou a retirada de dois radares de sua responsabilidade que estão instalados na Avenida Wilson Diório. A prefeitura declarou que a adoção de novas medidas na Avenida Wilson Diório, que é de responsabilidade do DER, está sendo analisada em conjunto com o órgão estadual, cobrando celeridade nesse sentido, considerando que o trecho é considerado perigoso e com histórico de acidentes. Segundo a administração municipal, a instalação de um dispositivo para redução de velocidade e educação no trânsito está sendo analisada. O DER foi questionado a respeito do pedido de retirada dos radares, mas ainda não se manifestou.
Fonte: g1.globo.com


