Polícia mira quadrilha que extorquia empresas na baixada fluminense

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Agência Brasil

Uma operação policial foi deflagrada nesta quinta-feira, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso acusado de extorquir empresas do setor industrial nas proximidades da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), situada na Baixada Fluminense. A ação, denominada Operação Refinaria Livre, resultou na prisão de três indivíduos até o momento.

A operação mobilizou agentes de diversas unidades da Polícia Civil, incluindo as Delegacias de Repressão a Entorpecentes da Capital e da Baixada, além da Delegacia de Campos Elíseos, todas atuando em conjunto na região.

As investigações apontam que a organização criminosa era liderada pelo narcotraficante Joab da Conceição Silva. Um dos principais articuladores do esquema era um indivíduo conhecido como Pastor Cláudio, que também foi detido durante a operação. Segundo apurado, ele se apresentava como líder comunitário às empresas, mas, na realidade, atuava como intermediário das ações do tráfico.

O “Pastor” era responsável por transmitir as exigências dos criminosos aos empresários, frequentemente acompanhadas de ameaças caso os pagamentos mensais não fossem efetuados. A investigação revela que o grupo criminoso infiltrava pessoas nas empresas com o objetivo de controlar os processos de contratação. Essas pessoas impunham a admissão de funcionários ligados ao tráfico, mesmo que estes não possuíssem as qualificações necessárias.

Além de liderar o esquema de extorsão, o narcotraficante Joab é apontado como o mandante do ataque à Delegacia de Polícia Civil de Campos Elíseos, ocorrido em fevereiro.

O “Pastor Cláudio” já havia sido preso no início do mês por envolvimento no transporte de armas, explosivos, dinheiro e munições, e desde então vinha sendo monitorado pelas autoridades policiais. Na ocasião, ele confessou ter participado de ações para interromper serviços na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, sob a alegação de que estaria atendendo a um “movimento grevista” organizado por sindicatos ligados ao grupo criminoso. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e prender outros envolvidos no esquema.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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