Polícia aprofunda investigação sobre roubos milionários em ribeirão preto

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G1

A polícia investiga a possível conexão entre um grupo criminoso responsável por um roubo de R$ 4 milhões em um condomínio de luxo em Ribeirão Preto e outros assaltos semelhantes na região. Um dos casos em análise envolve uma família que teve o cofre de sua residência esvaziado. A proprietária da coleção de joias alega ter reconhecido os itens roubados sendo vendidos em um programa de televisão especializado.

De acordo com informações apuradas, três indivíduos teriam invadido a residência após cortar uma cerca, rendendo quatro pessoas presentes no local: um casal de idosos, seu filho e uma funcionária. Foram subtraídas aproximadamente 300 joias e oito relógios Rolex, incluindo um colar de ouro e diamantes com o símbolo do Espírito Santo, adquirido há mais de duas décadas.

A esposa da vítima alega ter identificado o colar sendo comercializado ao vivo no programa “Mil e Uma Noites”. A família passou a monitorar a programação e identificou outras peças roubadas à venda. A Polícia Civil, munida das evidências, realizou uma operação na sede da empresa em Curitiba, onde foram encontradas mais joias provenientes de roubo.

Um homem foi preso sob acusação de receptação das joias, enquanto outro foi reconhecido pelas vítimas como um dos autores do roubo.

Em setembro, seis apartamentos de um prédio de luxo no Centro de Ribeirão Preto foram invadidos pela quadrilha. Os criminosos teriam alugado um imóvel no local semanas antes e, no dia do crime, renderam funcionários e moradores, utilizando perucas como disfarce.

Até o momento, as autoridades recuperaram mais de R$ 100 mil em dinheiro, além de joias e outros objetos. Quatorze pessoas estão presas sob suspeita de envolvimento nos roubos.

As autoridades afirmam que a avaliação do material recuperado está em andamento e, em breve, o valor total será divulgado. A investigação se concentrou na identificação e prisão dos suspeitos em tempo hábil.

Júlia Moretti de Paula, de 21 anos, apontada como a responsável por alugar o apartamento utilizado no crime, ainda não foi localizada. Investiga-se a possibilidade de ela estar morta. Além dela, outras duas pessoas são consideradas foragidas, incluindo uma mulher suspeita de participar da receptação das joias roubadas e de realizar o pagamento à quadrilha.

Fonte: g1.globo.com

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