Pai morre afogado em Ubatuba ao salvar filho de 10 anos

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Turista de 35 anos, morador da capital, conseguiu resgatar a criança na praia do Perequê-Açu, ...

Um dia que deveria ser de lazer e alegria em família transformou-se em uma tragédia inesquecível na praia do Perequê-Açu, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A fatalidade ocorreu na tarde de uma segunda-feira, dia 22 de dezembro, chocando moradores e turistas. Um pai, um turista de 35 anos vindo da capital paulista, perdeu a vida em um ato de desespero e coragem. Ele morreu afogado ao entrar nas águas agitadas do mar para resgatar seu filho, de apenas 10 anos, que estava em dificuldades. A criança, equipada com uma pequena prancha de bodyboard, foi percebida em perigo a certa distância da orla, o que levou o pai a agir imediatamente. Este lamentável incidente serve como um doloroso lembrete dos perigos inerentes às atividades aquáticas, mesmo em praias aparentemente calmas.

A tragédia na praia do Perequê-Açu

O dia de lazer que virou pesadelo

A praia do Perequê-Açu, conhecida por suas águas relativamente calmas e extensa faixa de areia, era o cenário escolhido por uma família de São Paulo para desfrutar de um dia de sol e mar. O filho, uma criança de 10 anos, divertia-se com uma pequena prancha de bodyboard, um brinquedo comum para crianças na praia. Em um instante que durou poucos segundos, a alegria cedeu lugar à apreensão. O pai, observando a cena da areia, percebeu que o menino havia se afastado mais do que o esperado e estava enfrentando dificuldades com a correnteza, incapaz de retornar à margem por conta própria. A situação evoluiu rapidamente de uma brincadeira inocente para um cenário de risco iminente. Testemunhas relataram a angústia do momento em que a criança gesticulava, indicando estar em apuros, enquanto a família na areia percebia a gravidade da situação. A visibilidade e as condições do mar, embora não fossem de tempestade, apresentavam características que podem ser traiçoeiras para banhistas desatentos ou inexperientes, especialmente para crianças com equipamentos leves como o bodyboard.

O ato heroico e a luta pela vida

Sem hesitar e movido pelo instinto paterno mais primordial, o homem de 35 anos lançou-se ao mar. Seu único objetivo era alcançar o filho e trazê-lo de volta à segurança. A urgência da situação o impulsionou a ignorar os próprios riscos. Ele nadou em direção ao menino, que lutava contra a força das ondas e a correnteza. Com um esforço sobre-humano, o pai conseguiu alcançar a criança e, em um ato derradeiro de amor e bravura, conseguiu empurrá-lo para uma área mais rasa ou para as mãos de outros banhistas que também se mobilizaram para ajudar. O filho foi retirado da água em segurança, sem apresentar ferimentos graves, apenas o susto e o cansaço. No entanto, o desgaste físico e a exaustão acumulados durante o resgate foram demais para o pai. Ele próprio acabou sendo vencido pelas águas. A luta para salvar a vida do filho consumiu suas últimas forças, e ele foi visto submerso após o resgate bem-sucedido da criança.

O socorro e a constatação do óbito

A chegada das equipes de resgate

O drama se desenrolava sob os olhos de dezenas de pessoas na praia. Assim que a situação crítica foi percebida, com o pai em dificuldades após salvar o filho, diversos banhistas acionaram os serviços de emergência. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) de Ubatuba foi alertado por volta das 12h30, e suas equipes se deslocaram rapidamente para a praia do Perequê-Açu. A agilidade da resposta é crucial em casos de afogamento, onde cada minuto faz a diferença entre a vida e a morte. Ao chegarem ao local, os socorristas do GBMar encontraram o corpo do homem já retirado da água por populares, ou o localizaram e o trouxeram para a faixa de areia. A cena era de desespero, com a família e outros frequentadores da praia observando apreensivos e torcendo por um milagre. Os profissionais iniciaram imediatamente os procedimentos de primeiros socorros, demonstrando a expertise e o preparo necessários para lidar com esse tipo de emergência.

Esforços de reanimação e o desfecho doloroso

Na faixa de areia da praia, sob o sol forte, as equipes do GBMar iniciaram um intenso protocolo de reanimação cardiorrespiratória (RCP). Os socorristas trabalharam incansavelmente, utilizando todas as técnicas e equipamentos disponíveis para tentar reverter o quadro. A cada compressão torácica e ventilação, a esperança pulsava entre os presentes, mas o tempo era um inimigo implacável. Apesar dos esforços prolongados e dedicados dos bombeiros e paramédicos, que por vários minutos lutaram pela vida do homem, a vítima não apresentou sinais de recuperação. A ausência de resposta aos estímulos e a falha em restabelecer os batimentos cardíacos levaram o médico presente a constatar oficialmente o óbito ainda no local da tragédia. A notícia foi recebida com profunda tristeza e consternação por todos, especialmente pela família, que presenciou o heroísmo e a perda simultaneamente. O corpo do turista, de 35 anos, que veio de São Paulo para um momento de descanso, foi então encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais cabíveis.

Repercussão e alertas de segurança

A dor da família e da comunidade

A morte do pai heroico em Ubatuba reverberou intensamente na comunidade local e na cidade de São Paulo, de onde a família era proveniente. A dor da perda é imensurável, especialmente para a criança de 10 anos, que sobreviveu graças ao sacrifício do pai. Este tipo de evento deixa cicatrizes profundas, misturando o alívio pelo salvamento da criança com o luto pela partida do genitor. A tragédia serve como um lembrete pungente da fragilidade da vida e da força do amor familiar, mas também da crueldade com que o destino pode se manifestar. O apoio psicológico à criança e à restante família será fundamental nos próximos meses para auxiliá-los a lidar com o trauma e a reconstruir suas vidas após tão grande perda. A história do pai, que entregou a própria vida para salvar a do filho, certamente se tornará um exemplo de amor incondicional, mas também um alerta para a vigilância constante em ambientes aquáticos.

Dicas de segurança em praias

Incidentes como o ocorrido na praia do Perequê-Açu reforçam a necessidade urgente de conscientização sobre segurança aquática. É fundamental que banhistas, especialmente famílias com crianças, adotem medidas preventivas rigorosas. Primeiramente, a supervisão constante de crianças na água é indispensável; nunca as deixe sozinhas, mesmo em águas rasas. Optar por praias com a presença de guarda-vidas e sempre nadar próximo aos postos de salvamento aumenta significativamente a segurança. Informar-se sobre as condições do mar, como correntes e buracos, antes de entrar na água é uma prática crucial. Sinalizações de perigo devem ser respeitadas. O uso de equipamentos de flutuação adequados para crianças, como coletes salva-vidas (em vez de apenas bodyboards ou boias infláveis que podem ser arrastadas pelo vento ou correnteza), é altamente recomendável. Em caso de emergência, é essencial manter a calma, acionar imediatamente o serviço de guarda-vidas ou o telefone de emergência (193) e, se não for um profissional treinado, não tentar o resgate sozinho se houver risco à própria vida.

Conclusão

A tragédia que ceifou a vida de um pai em Ubatuba, em um ato de puro heroísmo para salvar seu filho, é um lembrete doloroso da imprevisibilidade da natureza e da profundidade do amor parental. Enquanto a comunidade lamenta a perda, a história ressalta a importância vital da prevenção e da conscientização sobre os perigos da água. Que este sacrifício não seja em vão, servindo para reforçar a necessidade de atenção e respeito ao mar, protegendo assim as vidas que tanto amamos.

FAQ

Onde e quando ocorreu a tragédia?
A tragédia ocorreu na praia do Perequê-Açu, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, na tarde de uma segunda-feira, dia 22 de dezembro, por volta das 12h30.

Qual era a idade do pai e do filho envolvidos?
O pai tinha 35 anos de idade, e o filho que ele salvou tinha apenas 10 anos.

O que levou o pai a entrar na água?
O pai entrou na água imediatamente para socorrer seu filho de 10 anos, que estava em perigo, em dificuldades e se afogando com uma pequena prancha de bodyboard no fundo do mar.

O filho ficou ferido?
Não, a criança foi retirada da água sem ferimentos, apenas o susto e o cansaço.

Quais foram os esforços de socorro?
Equipes do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) chegaram rapidamente ao local e realizaram diversos procedimentos de reanimação cardiorrespiratória (RCP) na faixa de areia, mas a vítima não reagiu e o óbito foi constatado no local.

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Fonte: https://novaimprensa.com

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