O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou pela segunda vez neste ano um plano emergencial para controlar a geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) devido a um excesso de oferta.
Detalhes da Medida Emergencial
A ação, programada para o dia 23 de setembro, das 11h às 13h30, não afetará os consumidores diretamente, impactando apenas as distribuidoras. O foco é garantir a segurança do sistema elétrico, considerando a expectativa de um consumo reduzido durante o fim de semana.
Usinas Atingidas
O plano emergencial inclui restrições na geração de usinas do Tipo 3, que abrange pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas de biomassa, além de empreendimentos eólicos e solares de menor porte. Além disso, o ONS implementou medidas adicionais para diminuir a produção de usinas sob sua supervisão.
Histórico de Ações do ONS
Em junho, o ONS já havia acionado o plano emergencial pela primeira vez no ano, durante o feriado de Corpus Christi, solicitando o gerenciamento de 1 mil megawatts (MW) entre 10h e 14h. Essa medida foi necessária devido ao aumento da geração distribuída, principalmente da energia solar.
Impactos Passados
No dia dos pais de agosto de 2025, o excesso de geração quase causou uma sobrecarga no sistema, com a geração distribuída representando 37,6% da demanda nacional. Para evitar um possível blecaute em vários estados, o ONS teve que reduzir drasticamente a produção de hidrelétricas e termelétricas.
Preparativos para Futuras Ações
Recentemente, o ONS anunciou a criação de um sistema automático, denominado Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag), que permitirá o desligamento automático de parte da geração distribuída em situações críticas. Este sistema está previsto para ser testado até o final de 2026, com a possibilidade de implementação em 2027.
Capacidade e Complexidade
A geração distribuída, que inclui micro e minigerações, atualmente possui cerca de 50 GW de capacidade instalada no Brasil. O ONS destaca que a expansão dessas fontes de energia aumenta a complexidade operacional, uma vez que parte da produção não pode ser monitorada ou controlada diretamente.
Cooperação das Distribuidoras
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) confirmou que as distribuidoras seguirão as diretrizes do ONS para implementar o plano de corte de geração. A entidade solicitou critérios mais claros para garantir segurança operacional e jurídica aos geradores envolvidos.


