Operação policial investiga fraude bancária milionária em contas empresariais de são paulo

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G1

Uma operação da Polícia Civil foi deflagrada nesta terça-feira (28) para desmantelar um esquema de fraude bancária que lesou contas empresariais em São Paulo, causando um prejuízo superior a R$ 11 milhões. A ação tem como alvo um grupo de funcionários de um banco, suspeitos de envolvimento direto nos desfalques.

Ao todo, foram expedidos 20 mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo e outros estados, com o objetivo de coletar provas e identificar todos os envolvidos nas fraudes milionárias contra clientes do Banco Santander S.A.

A investigação teve início após o próprio Santander identificar inconsistências e prejuízos significativos em contas de empresas, com destaque para a HS Prevent Ltda e a Thomriss Embalagens Plásticas Ltda.

Segundo as apurações, o golpe só foi possível devido à participação de funcionários do banco, que se aproveitaram de suas credenciais para contornar os sistemas de segurança. A fraude consistia na habilitação irregular de identidades corporativas (IDs) – ferramentas que permitem a realização de transações bancárias – nos aplicativos Santander Empresas e no Internet Banking PJ.

No caso da HS Prevent, a quantia desviada atingiu R$ 7.939.680,00. As investigações apontam que as colaboradoras Aline Ceccon Munhoz e o líder Rafael Paulo Rodrigues facilitaram a habilitação de um novo ID fora dos canais formais, utilizando, inclusive, o aplicativo WhatsApp e documentação sem assinatura, o que permitiu o acesso não autorizado à conta.

Na fraude contra a Thomriss Embalagens, o modus operandi foi semelhante. Os colaboradores Thais Pereira da Silva Almeida, que deixou o banco após o ocorrido, e Eduardo dos Santos Araujo também são apontados como participantes no processo de habilitação irregular.

Após a retirada das quantias, os valores foram rapidamente movimentados para dificultar o rastreamento. Inicialmente, o dinheiro foi transferido para contas abertas de forma fraudulenta em nome da própria HS Prevent junto à CRED-UFES/CORPX BANK. Em seguida, os recursos passaram por diversas contas de terceiros e empresas de fachada, como JC Andrade Intermediação de Negócios Ltda e Gabriel Muniz Squiovane.

Na etapa final da operação, parte significativa dos fundos foi convertida em criptomoeda USDT (Tether) por meio da corretora Brasil Bitcoin, sendo transferida para uma carteira externa.

Os mandados de busca e apreensão foram direcionados aos endereços dos funcionários envolvidos, dos beneficiários da fraude e dos proprietários de carteiras de criptoativos nas plataformas Binance e Bybit. Até o momento, os valores em criptoativos bloqueados judicialmente somam aproximadamente 220 mil dólares.

Fonte: g1.globo.com

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