O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, classificou como um “sucesso” a Operação Contenção realizada nas comunidades da Penha e do Alemão. Em declaração, o governador expressou solidariedade às famílias dos policiais mortos durante a ação, afirmando que eles foram as únicas vítimas.
Durante entrevista no Palácio Guanabara, Castro defendeu a operação, argumentando que os confrontos ocorreram em áreas de mata, e não em áreas residenciais. Ele questionou os indícios que levariam a crer que as vítimas seriam pessoas inocentes, insinuando que todos os envolvidos nos confrontos eram criminosos.
O governador também atualizou o número oficial de mortos na operação para 58, incluindo os quatro policiais. Castro não justificou a mudança na contagem, que inicialmente apontava para 64 mortos, e se absteve de comentar sobre os relatos de moradores que encontraram cerca de 60 corpos em áreas de mata após a operação.
Castro enfatizou que o estado do Rio de Janeiro é o epicentro do problema da segurança pública no Brasil. Ele reconheceu que a guerra contra o crime não pode ser vencida isoladamente, apelando à união em vez de “politicagem”.
A operação causou transtornos na cidade, com bloqueios de vias e relatos de tiroteios que forçaram moradores a buscar abrigo. A ação policial tem sido alvo de críticas, com especialistas e movimentos sociais questionando sua eficácia e condenando o alto número de mortes. A professora da UFF, Jacqueline Muniz, classificou a operação como amadora e uma “lambança político-operacional”. Movimentos populares e de favelas também se manifestaram, afirmando que “segurança não se faz com sangue”.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


